Começou na quarta-feira, 5 de agosto, a duplicação de 28,8 quilômetros da BR-232 entre São Caetano e Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. São R$ 236 milhões do governo estadual e 720 dias de prazo — dois anos de corte e aterro numa faixa que hoje é pista simples.
Para quem toca terraplanagem na região, o recado é direto: abriu frente de serviço grande, com data para acabar e dinheiro carimbado.
O que o projeto exige do canteiro
A nova pista sai em pavimento rígido de concreto e a pista velha será recuperada. Antes disso, é terra: regularização de greide, drenagem nova, acessos refeitos.
O projeto ainda prevê a restauração de duas pontes, a construção de outras duas e 17 retornos operacionais ao longo do trecho. Cada retorno é aterro, compactação e material carregado ali mesmo.
"Neste primeiro momento, as obras se iniciam em São Caetano e seguem até Belo Jardim, com máquinas e trabalhadores já mobilizados no trecho", afirmou André Fonseca, diretor-presidente do DER-PE, ao Diário de Pernambuco.
Os números
28,8 km duplicados, de São Caetano ao entroncamento com a PE-166, em Belo Jardim
R$ 236 milhões de investimento estadual
720 dias de prazo de execução
2 pontes novas, 2 restauradas e 17 retornos operacionais
264,9 km é a extensão total prevista até Serra Talhada, fatiada em dois lotes
Por que a máquina no pátio muda a conta
Obra de duplicação não anda em linha reta. Ela abre em várias frentes ao mesmo tempo: num dia é carga de brita no retorno, no outro é alimentar caminhão em bota-fora a três quilômetros dali.
Quem tem carregadeira própria atende as duas chamadas no mesmo dia. Quem depende de máquina de terceiro atende quando sobra. Com cronograma de 720 dias, frente parada vira glosa na medição.
Dois anos de serviço contratado diluem o custo por hora de um jeito que obra curta não permite. E a máquina continua sendo bem da empresa depois que a BR-232 for entregue — entra no balanço e pesa na habilitação da próxima concorrência.
Tem também o Finame. O financiamento de máquina pelo BNDES alonga a parcela e deixa o caixa livre para folha e combustível, que é onde a obra sangra quando aperta.
O que pesa na escolha da carregadeira
Volvo é referência em robustez de chassi e consumo em ciclo longo. SDLG entra pelo preço de aquisição e por uma rede de assistência bem espalhada no interior. LiuGong tem tradição em máquina de porte médio para pátio de agregado.
A Bruto Brasil disputa pelo custo-benefício nacional. No catálogo, a BRT25 carrega 2.500 kg com concha de 1,5 m³ e 8.500 kg de peso operacional, motor Deutz Weichai de 125 HP; para frente menor, a BRT20 fica em concha de 1,0 m³. Todas saem com engate rápido de terceira função hidráulica e direção orbitrol articulada hidrostática.
Não existe resposta única aqui. Depende da conta de cada operação: distância de transporte, tipo de material e o que a empresa já tem em pátio.
O trecho de agora é só o pedaço inicial
A duplicação até Serra Talhada soma 264,9 quilômetros e foi dividida em dois lotes. O primeiro vai de São Caetano a Arcoverde, com 108,9 km; o segundo segue de Arcoverde até Serra Talhada.
Os 28,8 km que saíram do papel são a ponta desse lote 1. Quem quiser disputar subcontrato nos quilômetros seguintes tem dois anos para mostrar serviço no Agreste e chegar na próxima rodada com obra entregue no currículo e máquina disponível.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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