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Demolição e Entulho

De ponte do DNIT a 70 casas em Porto Alegre: demolição pública abre fila de serviço no Brasil

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Redação
5 ago 2026 · 0 comentários
FBXWA
De ponte do DNIT a 70 casas em Porto Alegre: demolição pública abre fila de serviço no Brasil

O empresário de demolição ganhou duas notícias de peso na mesma semana, e as duas vêm de obra pública. O DNIT confirmou no dia 28 de julho que vai derrubar a ponte interditada do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, no Maranhão. E na segunda-feira (3), a Prefeitura de Porto Alegre começou a demolir 70 casas na Vila Dique. Na prática: contrato na praça e entulho de obra esperando quem tem máquina pra carregar.

Duas frentes abertas na mesma semana

No Maranhão, a decisão saiu depois da conclusão de estudos técnicos: a ponte que liga a ilha de São Luís ao continente será demolida e uma estrutura nova vai nascer no mesmo lugar. Segundo o DNIT, a contratação da empresa responsável já está em andamento, e o tráfego da BR-135 segue pela ponte paralela.

Em Porto Alegre, a derrubada das 70 moradias na avenida Severo Dullius é a primeira de quatro etapas. A prefeitura precisa liberar a área pra retomar as obras de proteção contra cheias na zona norte, castigada na enchente de maio de 2024. Das famílias do trecho, 53 já foram realocadas pelo programa federal de Compra Assistida.

Demolir é rápido; tirar o entulho é o gargalo

Quem toca demolição sabe onde o serviço trava. Derrubar parede o rompedor resolve. Mas o caminhão só sai do canteiro cheio, e quem enche a caçamba é a carregadeira. Sem ela, o bota-fora atrasa e segura o cronograma inteiro.

Em obra pública, atraso pesa dobrado: tem medição, tem fiscal, tem multa de contrato. A empreiteira que aparece com máquina própria pra remoção de entulho de obra cota prazo mais curto e briga pelo serviço seguinte com o nome limpo na planilha do fiscal.

Máquina própria é serviço que não para

Depender de terceiro pra carregar caminhão é entrar na fila da agenda dos outros. Com a pá-carregadeira própria, a empresa fecha a demolição e emenda a limpeza do terreno no mesmo contrato, sem esperar ninguém.

E a compra não precisa sair do caixa de uma vez. Linhas como o Finame, do BNDES, financiam máquina nova com prazo longo. A conta que o dono precisa fazer é simples: quanto paga hoje por carga de terceiro e em quanto tempo a máquina leva pra se pagar fazendo esse mesmo serviço dentro de casa.

O que olhar antes de bater o martelo

No porte da demolição urbana, uma carregadeira intermediária robusta dá conta. A BRT23, da Bruto Brasil, carrega de 2.200 a 2.300 kg por ciclo, com caçamba de 1,1 m³ e altura de descarga de 3.850 mm, folga suficiente pra encher caminhão caçamba. É a aposta de custo-benefício nacional: máquina mais em conta na compra e na manutenção.

Só que não é a única conta na mesa. A Caterpillar tem rede de assistência espalhada pelo país inteiro. A Volvo CE é referência em cabine e conforto de operação. A XCMG vem ganhando espaço no Brasil com preço agressivo. Cada uma cobra o seu por isso.

No fim das contas, a escolha é de cada operação: tamanho da obra, distância da assistência e fôlego do caixa. O que a semana mostrou vale pra todo mundo: demolição pública está saindo do papel em série. E a fila anda primeiro pra quem chega com a máquina no canteiro.

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Redação
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