O governo de Mato Grosso do Sul pôs R$ 96,5 milhões na mesa para uma obra de terraplenagem e pavimentação de 30,15 km da MS-215, em Pedro Gomes, no norte do estado. O aviso de licitação saiu no Diário Oficial de sexta-feira (21), e as propostas da concorrência eletrônica serão abertas em 15 de setembro.
Para quem toca empreiteira, o recado é direto: o contrato reúne terraplenagem, drenagem, sinalização e obras complementares, além de uma ponte sobre o córrego Pedro Gomes. O valor máximo estimado pela Agesul, agência de obras do governo estadual, é de R$ 96.495.685,96, a disputa é pelo menor preço e o vencedor terá até 720 dias para entregar o serviço.
Implantação completa sai a cerca de R$ 3,2 milhões por quilômetro
A conta seca mostra o tamanho do serviço. Dividindo os R$ 96,5 milhões pelos 30,15 km, o edital paga cerca de R$ 3,2 milhões por quilômetro.
É tíquete de implantação completa: não se trata de recapear pista velha, e sim de abrir rodovia onde hoje existe chão de terra.
Antes de a capa asfáltica aparecer, o grosso do dinheiro passa pelo movimento de terra. É abrir caixa, acertar greide, vencer a subida da serra e segurar com drenagem a água de chuva que hoje leva a estrada embora.
E a referência de custo da região não é barata. Em 2021, um único quilômetro asfaltado na própria Serra do Amasílio custou R$ 3,8 milhões, segundo registro da imprensa regional.
Trecho liga o norte de MS à divisa com Mato Grosso
O segmento licitado começa no fim da área urbana de Pedro Gomes e sobe até a Serra do Amasílio. A MS-215 é a ligação do município com a divisa de Mato Grosso e atende uma região que vive de grãos, pecuária de corte, leite e eucalipto.
Pelo traçado, a rodovia se conecta à MS-213 e aproxima a produção da Ferronorte, caminho de exportação da safra, segundo o governo estadual. O asfalto é cobrança que os produtores carregam há mais de quatro décadas, numa estrada conhecida pelos atoleiros em ano de chuva forte.
Disputa eletrônica abre espaço para empreiteira de fora
A concorrência corre em ambiente eletrônico, o que deixa empreiteiras de qualquer canto do país disputarem sem sair do escritório. Pra quem presta serviço de terraplanagem e quer crescer em contrato público, é o tipo de obra que ocupa trator de esteira, escavadeira e motoniveladora por quase dois anos seguidos.
O critério de julgamento é o menor preço. Na prática, quem for brigar precisa visitar o trecho, medir a serra e fazer a conta fina antes de apertar a caneta.
Propostas serão abertas em 15 de setembro
O calendário agora tem um marco só. A Agesul abre as propostas da concorrência eletrônica no dia 15 de setembro, e o vencedor assume um canteiro com até 720 dias de obra pela frente.
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