O governo de Mato Grosso homologou na terça-feira (11) três licitações de obras rodoviárias que somam R$ 104,3 milhões. São 89,155 km de estrada em Barra do Bugres, Comodoro e Nova Canaã do Norte, com as empreiteiras já definidas.
Homologação não é promessa de palanque. É o passo em que o contrato ganha dono e a obra entra na fila da ordem de serviço.
Três trechos, três empresas
O maior lote ficou com a MT Sul Construções: 43,9 km da MT-246, em Barra do Bugres, por R$ 52,3 milhões. Quase metade do pacote está nesse único contrato.
Em Comodoro, o Consórcio LCM/Minas Paraná levou os 26,2 km da MT-235 por R$ 27,3 milhões, em serviço de implantação e pavimentação asfáltica.
O terceiro contrato foi para a Agrimat Engenharia: R$ 24,7 milhões nos 19 km da MT-010/441, em Nova Canaã do Norte. As três disputas foram decididas por menor preço.
Os 89,155 km não estão num trecho contínuo. São três canteiros separados, em regiões diferentes do estado, cada um com sua logística de material e de máquina.
Os números do pacote
R$ 104.476.353,10 somados os três editais
89,155 km de rodovia estadual
MT-246 (Barra do Bugres): 43,9 km, R$ 52,3 milhões
MT-235 (Comodoro): 26,2 km, R$ 27,3 milhões
MT-010/441 (Nova Canaã do Norte): 19 km, R$ 24,7 milhões
Obras de terraplanagem vêm antes do asfalto
Recapear pista velha é uma coisa. Implantar rodovia é outra: abrir caixa, cortar, aterrar, acertar o greide e tirar o bota-fora antes de a primeira camada de base ser lançada.
Nos três lotes aparece a palavra implantação. Traduzindo pro canteiro: escavadeira, motoniveladora, rolo, caçamba rodando e jazida com material que preste.
E o critério das três disputas foi o menor preço. Contrato fechado assim se resolve no rendimento da frente de serviço, dia após dia.
Quem carrega o caminhão
Em obra de implantação a carregadeira não descansa: alimenta a caçamba na jazida, monta pilha de brita e abastece a usina quando o asfalto entra.
Em estrada nova, o material sai da jazida e volta para o trecho o dia inteiro. Cada ciclo de carregamento a menos empurra o cronograma para frente.
No mercado de carregadeiras, a Volvo CE puxa pela robustez e pelo consumo, a SDLG briga no preço de aquisição e na rede de assistência, e a LiuGong entra com linha de carregadeiras de médio porte a preço competitivo.
A Bruto Brasil disputa esse mesmo espaço pelo custo-benefício nacional, com a BRT30 na faixa de grande volume em que também estão a Volvo L90 e a SDLG L968. Qual delas entra no pátio depende da conta de cada operação.
O que falta para a máquina entrar
A Sinfra não divulgou as datas de emissão das ordens de serviço nem os prazos de conclusão. Sem esse papel assinado, empreiteira nenhuma mobiliza equipamento para o trecho.
Quem acompanha obras de terraplanagem em Mato Grosso conhece o roteiro: sai a ordem de serviço, e a corrida passa a ser por jazida licenciada, por bota-fora e por máquina disponível na região.
O movimento acompanha o salto do emprego em obras de infraestrutura que a CBIC registrou no primeiro semestre. Serviço de infra puxando a construção, e a máquina indo atrás.
A próxima data que importa é a da publicação dessas ordens no Diário Oficial. Dali em diante, os 89 km passam a correr prazo.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Seja o primeiro a comentar.