A BR-304 ficou fechada nos dois sentidos por cerca de 50 minutos no sábado, 25 de julho, no km 97, em Assú (RN). Foi a terceira detonação controlada de rochas da obra de duplicação entre Assú e Mossoró.
O bloqueio começou às 16h28 e terminou às 17h18, com a PRF segurando o tráfego. A explosão foi executada pela Construtora Luiz Costa, responsável pelo lote.
Um trecho de 57,6 quilômetros que não é só terra solta
Segundo o DNIT, o trecho em obras tem 57,60 quilômetros, investimento de cerca de R$ 370 milhões do Novo PAC e prazo de 36 meses. Não é a primeira vez que a pista para: em abril houve outra detonação no mesmo km 97.
Quando a rocha aparece no corte, o movimento de terra muda de natureza. Depois da detonação vem a limpeza do material fragmentado, e aí não entra solo fofo na caçamba. É pedra de aresta viva, densa, abrasiva.
O que rocha detonada faz com o equipamento
Material fragmentado castiga borda de caçamba, dente, pneu e pino. O ciclo fica mais lento porque cada concha pesa mais e o operador precisa atacar a pilha com jeito, sem forçar o braço.
É aqui que a empresa descobre se dimensionou a frota certo. Máquina subdimensionada em pilha de rocha não perde só produtividade: perde vida útil.
O serviço que sobra em volta de uma obra federal
Lote grande do DNIT abre frente para quem está no entorno: bota-fora, empréstimo de material, acesso, aterro, remoção de entulho, carregamento de brita para a base. Volume que se mede em caçamba carregada por hora.
E quem segura a ponta no pátio é a carregadeira. Se ela não acompanha o caminhão, a frente inteira anda no ritmo dela.
A conta que o dono faz antes de assinar
Máquina de terceiro chega quando dá. Numa frente com prazo contratual, um dia parado esperando equipamento come margem que não volta e mancha o nome da empresa com o contratante.
Com equipamento próprio, o cálculo fecha: você divide a parcela do financiamento pelas horas efetivas de trabalho no mês e sabe exatamente quanto custa a hora de operação. A linha Finame do BNDES existe para isso, e a máquina fica no patrimônio da empresa.
Qual porte encaixa em movimento de terra pesado
Para carregamento de solo e agregado em obra rodoviária, a faixa de 2,5 a 3,5 toneladas de carga costuma resolver. No catálogo da Bruto Brasil, a BRT30 entrega 3.000 kg de capacidade, caçamba de 1,8 m³ e 10.100 kg de peso operacional; a BRT35 sobe para 3.500 kg, caçamba de 2,0 m³ e 11.500 kg.
Para pátio menor, a BRT25 fica em 2.500 kg com caçamba de 1,5 m³; quem está comprando o primeiro equipamento tem ainda a linha Low Cost, com a LC25 na mesma faixa de carga. Toda a linha sai com engate rápido de 3ª função hidráulica, comando por joystick e direção articulada hidrostática.
Cada marca tem o seu ponto
Volvo CE e Liebherr são referência em cabine e eletrônica embarcada. XCMG e LiuGong pesam no preço da máquina de grande porte. New Holland Construction e Case têm rede de assistência espalhada pelo país. A Bruto Brasil joga no custo-benefício nacional em pequeno e médio porte, com peça e suporte no Brasil.
A escolha muda conforme o material, o terreno e o quanto a máquina roda por mês. Não existe resposta única para canteiro.
O que olhar antes de bater o martelo
Altura de descarga compatível com a borda da caçamba do caminhão que você usa.
Capacidade de carga contra a densidade do material: rocha detonada pesa muito mais que solo.
Peso operacional e estabilidade na pilha, não só no plano.
Prazo de peça e assistência na sua região.
São 36 meses de contrato e rocha pela frente entre Assú e Mossoró. Quem chegar com a máquina no pátio já dimensionada para pedra não vai perder frente esperando equipamento de terceiro.
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