A licitação do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú foi lançada com orçamento estimado em R$ 95.213.261,53, e a sessão de abertura das propostas está marcada para 13 de outubro de 2026. Quem contrata é o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri, o CIM-Amfri, em parceria com a Emasa, de Balneário Camboriú.
O edital saiu em 14 de setembro, na modalidade concorrência eletrônica, e roda pela plataforma Bolsa de Licitações do Brasil. É contrato grande e ainda sem dono para a empresa de terraplenagem e de obra de paisagismo do litoral norte catarinense.
Dique de 1,6 km, ciclovia e obra de paisagismo no mesmo edital
A peça central do projeto é um dique de aproximadamente 1.600 metros de extensão e até 7,6 metros de altura. A estrutura foi desenhada para armazenar água bruta, regularizar a vazão em período de estiagem e segurar cheia quando a chuva aperta na bacia.
Em volta dele vem o resto do escopo: paisagismo, vias internas, passeios, ciclovia, estacionamentos, iluminação, sinalização e mobiliário urbano. O projeto também prevê espaços públicos de lazer, recreação, esporte e educação ambiental.
Na prática, são dois canteiros de naturezas diferentes dividindo o mesmo terreno. Primeiro a terraplenagem pesada para erguer o maciço, com escavadeira, caminhão basculante, rolo compactador e carregadeira alimentando o transporte.
Depois entra o acabamento fino: meio-fio, pavimento de ciclovia, drenagem de superfície, plantio e mobiliário. São frentes que costumam andar com equipes e equipamentos distintos dentro do mesmo cronograma.
E obra de contenção de cheia não perdoa improviso. O maciço pede controle de compactação camada por camada, o que puxa ensaio, retrabalho e máquina parada esperando liberação.
De onde vem o dinheiro e por quanto tempo ele corre
Do valor total, R$ 73.308.077,77 são recurso federal do Novo PAC, repassados pela Caixa Econômica Federal. É o grosso do orçamento, e o restante fica como contrapartida do CIM-Amfri, o que reduz o peso sobre o caixa local durante a obra.
O prazo de execução é de 31 meses contados da Ordem de Início de Serviços. Para uma construtora de porte médio, são quase três anos de serviço com começo e fim escritos no edital.
E não é o único parque grande no calendário de outubro: vale olhar também a licitação do parque linear de R$ 172 milhões com sessão em 16 de outubro. Para quem não disputa o contrato principal, o caminho costuma ser a subcontratação de paisagismo, ciclovia, passeios e estacionamento.
No dia 13 de outubro a BLL abre as propostas e começa a fase de lances e habilitação. Só depois disso vêm a assinatura do contrato e a Ordem de Início de Serviços, que é a data que de fato liga o cronômetro dos 31 meses.
Até lá, o que está na mesa é documentação, composição de custo e a decisão de entrar sozinho ou em consórcio. O relógio corre até 13 de outubro.
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