Recorde de ovos: 62,2 bilhões que chegam como carga no barracão
O número é grande e é real. O Brasil fechou 2025 com 62,2 bilhões de ovos, o maior volume da série histórica, segundo o Relatório Anual 2026 da ABPA. E não foi ano de sorte: a produção subiu cerca de 57% em dez anos, ante 39,1 bilhões de unidades em 2015. Para 2026 a projeção é de 65 bilhões, com o consumo per capita indo de 288 para 306 ovos por habitante no ano. O IBGE mostra o mesmo pela outra ponta: só no primeiro trimestre de 2026 a postura nacional entregou 1,21 bilhão de dúzias, alta de 5,7% sobre o ano anterior. Para quem toca uma granja de postura, isso não é manchete de economia. É caminhão de ração encostando e cama se acumulando todo santo dia.
Mais poedeira é mais ração pra baixar e mais cama pra tirar
Cada lote a mais de galinha puxa dois fluxos que não aparecem no telejornal. Na entrada, o caminhão de ração encostando, sacaria e bags pra descarregar, granel pra empurrar até o silo. Na saída, a cama de aviário que precisa sair do galpão, ser enleirada e levada pra compostagem ou vendida como adubo. Nos dois casos o gargalo é o mesmo: ou você joga gente e enxada no serviço, ou mecaniza. E jogar gente tem teto. Mão de obra no campo está cara e difícil de achar, e cada pessoa a mais circulando entre os galpões é um risco a mais na biosseguridade, justo o item que não pode falhar numa granja.
Gripe aviária: menos gente no galpão, mais serviço na máquina
Com a gripe aviária no radar do setor, cortar o trânsito de pessoas dentro da granja deixou de ser detalhe. Concentrar o manejo pesado numa carregadeira, com um operador na cabine no lugar de meia dúzia no chão, é controle sanitário, não luxo. A mesma máquina que baixa a ração de manhã enleira a cama à tarde, carrega e leva pra compostagem: o que era trabalho de dias com carrinho de mão vira serviço de horas, e o resíduo que só se acumulava sai dali com valor de adubo.
Os números do recorde
- 62,2 bilhões de ovos em 2025, recorde da série histórica (ABPA).
- Alta de cerca de 57% em dez anos, ante 39,1 bilhões de unidades em 2015.
- 65 bilhões de ovos projetados para 2026, com consumo per capita de 288 para 306 unidades (ABPA).
- 1,21 bilhão de dúzias no 1º trimestre de 2026, alta de 5,7% no ano (IBGE).
Compacta ou média? Depende da conta de cada granja
No corredor de galpão quem manda é o tamanho. Uma carregadeira compacta manobra onde a de grande porte não entra e ainda baixa caminhão de ração sem ficar dando dez viagens. Na hora de comparar, cada marca tem seu ponto forte de verdade: a Volvo CE puxa pela robustez e pelo baixo consumo de diesel; a SDLG entra com preço de porta e rede de assistência espalhada pelo interior; e a Bruto Brasil briga no custo-benefício nacional em pequeno e médio porte. Uma compacta como a BRT-20E, da Bruto Brasil, joga na mesma faixa da SDLG L918 e da Volvo L45. O que decide é a conta de cada operação: quanto a máquina roda por dia, quanto custa a peça, quanto sobra na revenda. No fim das contas não existe máquina certa no papel, existe a que fecha a conta da sua granja.
Máquina própria pesa menos quando o volume cresce
Quem está no recorde precisa olhar a carregadeira pelo custo por hora, não pelo preço da nota. Uma máquina de baixo consumo, bem mantida, roda anos diluindo o valor em cada tonelada de ração baixada e cada leira de cama removida. E dá pra pôr o equipamento pra trabalhar enquanto ele se paga: o FINAME, do BNDES, financia máquina agrícola com prazo pra isso. Se a granja mistura postura com lavoura de milho pra própria ração, uma máquina de porte médio dá conta de calcário e adubo no campo enquanto a compacta segura o serviço que se repete todo dia dentro dos galpões.
O recorde de 2025 está posto e a ABPA já aponta mais volume em 2026. A pergunta que sobra não é se a demanda vem. É se, quando ela chegar, a sua granja de postura vai ter braço mecânico pra baixar a ração e tirar a cama no ritmo que a produção pede, ou se vai crescer no papel e travar no barracão.
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