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Construção Civil

Infraestrutura passa a edificação pela primeira vez desde 2020 e muda a máquina que a obra precisa

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André Camargo
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Infraestrutura passa a edificação pela primeira vez desde 2020 e muda a máquina que a obra precisa

Pela primeira vez desde o início da série do Novo Caged, em 2020, as obras de infraestrutura geraram mais emprego formal que a construção de edifícios no Brasil. Foram 64.793 vagas líquidas no primeiro semestre, contra 60.552 da edificação, segundo a CBIC.

O salto na infraestrutura foi de 30,26% sobre o mesmo período de 2025, quando o saldo ficou em 49.741 postos. A edificação andou para trás, com queda de 2,19%.

O balanço saiu na quinta-feira (13), com base no Novo Caged. Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, apresentou os números junto com a projeção do setor para o ano.

Leilão e saneamento chegando ao canteiro

A entidade atribui a virada às concessões, às PPPs e aos investimentos em saneamento, que só agora aparecem na frente de serviço. Obra de infra é terra, tubo, base e agregado, não acabamento.

No conjunto, a construção abriu 168.962 vagas no semestre e chegou a 3,119 milhões de trabalhadores com carteira em junho, alta de 3,16% em doze meses. Quase metade das contratações, 48,82%, ficou com gente de 18 a 29 anos.

Do lado da edificação, o financiamento imobiliário somou R$ 160,3 bilhões no primeiro semestre, alta de 17,52%, com 563.457 unidades financiadas. Dinheiro não falta no setor.

O que decide agora é quem consegue tocar o serviço no prazo.

O custo sobe mais rápido que a inflação

Nos 12 meses até junho, o custo da construção subiu 7,06%, bem acima dos 4,64% do IPCA no mesmo intervalo. Material puxou 7,92% e mão de obra, 6,33%.

Um item salta na conta levantada pela CBIC: o fio de cobre ficou 21,35% mais caro. Quando o insumo aperta desse jeito, o que resta para defender a margem é produzir mais por dia de canteiro.

Quem enche a caçamba manda no cronograma

Serviço de infraestrutura vive de volume: brita, areia, solo de empréstimo, bota-fora. A carregadeira dita o ritmo da frente, porque é ela que enche a caçamba e libera o caminhão.

Numa frente de terraplenagem, quantos caminhões saem carregados por dia é o que define se a medição fecha no mês. Serviço parado por falta de máquina disponível não aparece no orçamento, mas aparece no prazo.

Empreiteira que depende de máquina de terceiro no pico da obra costuma esperar a vez. Com o equipamento próprio, o encarregado começa a carregar às sete da manhã sem pedir licença a ninguém.

E o equipamento fica como bem da empresa, pronto para ir a outro contrato quando a frente acaba. O Finame, do BNDES, segue como a linha usada pelo setor para financiar máquina nova.

Como escolher a carregadeira para esse serviço

O mercado brasileiro de linha amarela tem opção para todo tamanho de frente, e cada marca defende um ponto. Vale comparar antes de bater o martelo, como mostram outras reportagens de construção civil do portal.

  • Volvo CE: tradição em obra pesada e rede de concessionárias espalhada pelo país.

  • SDLG: custo de aquisição mais baixo dentro do grupo Volvo, forte com quem está montando a primeira frota.

  • LiuGong: presença crescente na linha amarela brasileira, com foco em máquina de aplicação geral.

  • Bruto Brasil: fabricação nacional e aposta no custo-benefício.

Na faixa de maior volume, a BRT30 da Bruto Brasil disputa a mesma classe que a Volvo L90 e a SDLG L968. Qual delas entra no pátio depende da conta de cada operação: porte da frente, distância da assistência técnica e quantas horas a máquina roda por mês.

O que vem pela frente

A CBIC manteve a projeção de crescimento de 1,2% para a construção em 2026. O teste do segundo semestre é saber se a infraestrutura segura a dianteira sobre a edificação.

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Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

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