O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agesul, fechou os dois contratos que faltavam para asfaltar a MS-040 entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia: R$ 180,7 milhões por 48,4 quilômetros de pista. Para quem toca usina de asfalto ou empreiteira no leste do Estado, é serviço contratado: massa asfáltica na fila, canteiro pra montar e frota ocupada por quase dois anos assim que sair a ordem de início.
O lote 1 ficou com a Contek Engenharia, contratada por R$ 100,3 milhões para implantar e pavimentar 24,7 km entre os quilômetros 228,7 e 253,4, segundo o Campo Grande News. O lote 4 saiu por R$ 80,4 milhões com a MS Fator Obras e Serviços, cobrindo 23,7 km entre os quilômetros 294,154 e 317,9, de acordo com o site FatoNews. Os dois contratos nasceram das licitações abertas em dezembro de 2025, que somavam R$ 187,9 milhões.
Quase 50 km de obras de asfalto e um relógio de 660 dias
O trecho maior tem prazo de 660 dias corridos. O outro, um ano e nove meses. E o detalhe que interessa a quem fornece: a contagem só começa quando a Agesul emitir a ordem de início dos serviços.
A MS-040 liga Campo Grande ao eixo de Bataguassu e corta uma região de tráfego pesado de caminhão de celulose. O pacote prevê implantação e pavimentação, o serviço completo de quem transforma estrada de chão em pista asfaltada.
O que cai na mesa do dono de usina
Obra de implantação puxa a cadeia inteira: terraplenagem com motoniveladora, sub-base, brita no basculante e, na sequência, o CBUQ na vibroacabadora com o rolo compactador fechando atrás. São 48 km de demanda por agregado, transporte e massa asfáltica numa obra que estava no papel desde o fim de 2025.
É a cena que o empresário do ramo conhece bem: a usina esquentando antes de o sol subir e o basculante saindo com a massa sob a lona para não perder temperatura na estrada. Quem tem central ou frota na região de Brasilândia e Santa Rita do Pardo entra agora na disputa por fornecimento e serviço.
Os números
R$ 180,7 milhões em dois contratos fechados pela Agesul
48,4 km de implantação e pavimentação entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia
Prazos de 660 dias (lote 1) e 1 ano e 9 meses (lote 4), a partir da ordem de início
Licitações de dezembro de 2025 somavam R$ 187,9 milhões
E o movimento não é caso isolado. Em Manaus, a concessionária Águas de Manaus informou ter aplicado mais de 3 mil toneladas de asfalto em trechos de mais de 1,5 mil ruas, em 40 dias de mutirão de recomposição de pavimento após obras de esgoto. Sinal de que as obras de asfalto estão fazendo usina rodar em mais de uma ponta do país.
O próximo passo na MS-040 é a ordem de início dos serviços, que destrava a mobilização dos canteiros e liga o cronômetro dos prazos. A partir daí, quem fornece brita, transporte e massa na região tem quase dois anos de obra na porta para fazer a conta e se posicionar.
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