O Inema autorizou a implantação e a operação de uma usina de concreto e de estruturas pré-moldadas em Vera Cruz, na Região Metropolitana de Salvador, com capacidade para produzir até 95 toneladas por dia. A autorização tem validade de cinco anos e foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia na sexta-feira, 28 de agosto.
A beneficiária é a Concessionária Sistema Rodoviário Ponte Salvador Ilha de Itaparica S/A. A licença cobre o chamado Canteiro de Obras 02, no imóvel Vila Mariá, distrito de Mar Grande, segundo o jornal A Tarde.
Com a licença na mão, a obra da travessia entre Salvador e Itaparica pode fabricar concreto dentro do próprio canteiro. Esse volume sai do mercado aberto e vira consumo interno do empreendimento assim que a unidade entrar em operação.
O ato é ambiental. O Inema licencia atividade potencialmente poluidora no estado, e o que ele publicou libera a concessionária a montar a unidade e a colocá-la para rodar no endereço indicado.
A autorização não libera a supressão de vegetação de imediato. A concessionária ainda precisa apresentar ao Inema o cronograma dessas atividades com antecedência mínima de 45 dias.
Os números da autorização
Capacidade licenciada: até 95 toneladas de concreto por dia
Validade: cinco anos, contados da publicação de 28 de agosto
Local: imóvel Vila Mariá, distrito de Mar Grande, Vera Cruz (BA)
Beneficiária: Concessionária Sistema Rodoviário Ponte Salvador Ilha de Itaparica S/A
A licença autoriza esse teto. A usina ainda não roda: o ato do Inema cobre implantação e operação, e o ritmo efetivo vai depender do cronograma do canteiro.
O teto veio em tonelada por dia, a unidade que o ato administrativo usa. No balcão das centrais, obra e concreteira fecham pedido em metro cúbico, e a conversão muda conforme o traço pedido.
A licença cobre também a fabricação de estruturas pré-moldadas no mesmo endereço, de acordo com o portal ChicoSabeTudo. Com a unidade em pé, as peças saem do próprio canteiro, no ritmo que a obra pedir.
Concreto fora do mercado aberto
As centrais dosadoras da Região Metropolitana de Salvador perdem um comprador de porte no dia em que a usina ligar. O traço que abasteceria a travessia passa a girar na betoneira da própria concessionária.
Não é pouca coisa numa praça em que obra grande sustenta o faturamento do mês. Um contrato de cinco anos com o canteiro da travessia era o tipo de pedido que segura uma central inteira.
Do outro lado da cadeia, fornecedor de brita, areia e cimento ganha um cliente industrial com prazo longo. Uma unidade licenciada para até 95 toneladas diárias puxa agregado em ritmo constante, com volume previsível mês a mês.
O efeito se espalha pelos fornecedores da construção civil baiana. Empreiteiras e transportadoras que levariam concreto pronto ao canteiro agora disputam matéria-prima e frete de agregado.
Os cinco anos de licença cobrem todo o intervalo até a entrega prevista da travessia, marcada para junho de 2031.
E o comprador será um só, com caminhão-betoneira circulando dentro da própria obra. Brita e cimento que iam pulverizados para várias frentes desembocam num destino fixo.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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