A Prefeitura de Altamira, no sudoeste do Pará, homologou a Concorrência nº 15/2026 e destravou R$ 14.408.940,15 em obras de construção e recuperação de pavimento asfáltico. É serviço de subleito e revestimento em CBUQ, o tipo de contrato que só anda com usina de asfalto produzindo.
A decisão saiu no Diário Oficial da União de 13 de agosto. No dia 14, o Diário Oficial do município publicou o extrato de adjudicação e homologação da Concorrência Eletrônica nº 015/2026, vencida pela Construtora Lorenzoni Ltda.
Subleito primeiro, CBUQ depois
O objeto está amarrado ao programa Asfalto por Todo o Pará e prevê regularização do subleito antes do revestimento em concreto betuminoso usinado a quente. Os recursos vêm do Termo de Convênio nº 049/2026.
Não é recapeamento de rua solta. É serviço de base: mexer no subleito, acertar o greide e só então jogar massa quente por cima.
Em Altamira o programa estadual já vinha rodando desde março, quando o Governo do Pará executou o recapeamento das avenidas Jorge Nogueira e Itagiba Xavier, no Loteamento São Francisco. À Prefeitura coube a parte complementar, de urbanização.
Agora o volume é outro, e o contrato é da própria Prefeitura, bancado por convênio.
Homologar é o ato em que o prefeito confirma a legalidade do certame e autoriza a contratação. Pelo extrato do município, adjudicação e homologação saíram no mesmo despacho, assinado pelo prefeito Loredan de Andrade Mello.
CBUQ quente não espera pelo caminhão
Massa asfáltica sai quente da usina e tem janela curta até chegar ao greide. Se o basculante atrasa ou a vibroacabadora para, o material esfria e vira perda.
Por isso contrato desse porte não se resolve só com a usina ligada. Ele cobra cronograma de produção casado com a frota de caçambas e com a frente de aplicação.
Regularizar subleito ainda puxa serviço de terra antes do primeiro caminhão de massa. É motoniveladora, rolo compactador e material de empréstimo entrando no canteiro, tudo antes de a usina esquentar.
Silo frio vazio derruba a produção do dia
Brita, pó de pedra e areia precisam estar na boca do silo antes do primeiro traço. Sem isso a usina inteira perde ritmo, por mais quente que esteja o forno.
Nesse posto a carregadeira trabalha turno inteiro, não tarefa avulsa. No mercado brasileiro de carregadeira de rodas, a Volvo CE posiciona a linha pela eficiência de combustível anunciada pela fabricante.
A Case se apoia na rede de concessionárias espalhada pelo interior, alcance que conta em obra pública longe dos grandes centros. A Sany, chinesa, fabrica no Brasil desde os anos 2010, quando abriu a unidade de São José dos Campos.
E a Bruto Brasil, de fabricação nacional, disputa a mesma faixa de carregadeira com a BRT30.
Silo cheio sem intervalo é exigência de qualquer operação de usina de concreto e asfalto com prazo fechado em contrato. Frente parada por falta de agregado atrasa a obra inteira.
Contrato com valor cheio e frentes espalhadas pela cidade significa deslocar equipe e estoque. Cada quilômetro a mais entre o pátio de agregado e a frente de aplicação come minuto da janela térmica da massa.
Período chuvoso trava a aplicação de massa. Contrato homologado em agosto corre atrás da janela seca.
O próximo passo é a assinatura do contrato com a Construtora Lorenzoni e a emissão da ordem de serviço pela Prefeitura de Altamira, documentos que fixam o prazo de execução e a data em que a primeira frente entra em campo.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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