TER · 18 AGO 2026
|ASSINAR
Maquinados
⚡ AGORA
Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMS-040 sai do papel: R$ 180 milhões contratados para 48 km de asfalto novoRocha na BR-304: 50 minutos de rodovia fechada e o recado para quem toca movimento de terraR$ 24 bilhões em obra rodoviária em Santa Catarina: por que a frota própria decide quem pega o subcontrato de terraplanagemAgrishow 2026: R$ 11,4 bilhões mesmo com juro caro, e quem comprou saiu na frente na safraProdução de ovos bate recorde e a granja de postura sente o peso no barracãoTarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMS-040 sai do papel: R$ 180 milhões contratados para 48 km de asfalto novoRocha na BR-304: 50 minutos de rodovia fechada e o recado para quem toca movimento de terraR$ 24 bilhões em obra rodoviária em Santa Catarina: por que a frota própria decide quem pega o subcontrato de terraplanagemAgrishow 2026: R$ 11,4 bilhões mesmo com juro caro, e quem comprou saiu na frente na safraProdução de ovos bate recorde e a granja de postura sente o peso no barracão
Reciclagem e Resíduos

Ponta Grossa abre 250 toneladas de entulho por mês a quem tiver pátio para britar

R
Redação
18 ago 2026 · 0 comentários
FBXWA
Ponta Grossa abre 250 toneladas de entulho por mês a quem tiver pátio para britar

Entulho de obra não chega limpo no pátio. Chega misturado: concreto, bloco, argamassa, resto de madeira, ferro e plástico, tudo jogado na mesma caçamba.

Foi para esse material que a Prefeitura de Ponta Grossa (PR) abriu, em 10 de agosto, a Chamada Pública nº 7/2026. O credenciamento é para empresas capazes de receber e reciclar até 250 toneladas mensais de resíduo da construção civil.

250 toneladas por mês viram fila na entrada

São cerca de oito toneladas por dia útil entrando pelo portão. Caminhão parado na fila de entrada vira viagem perdida do cliente e reclamação na semana seguinte.

Antes do britador, alguém precisa separar o que veio na caçamba. Depois da britagem, o agregado reciclado tem que sair de lá: pilha formada, caminhão carregado, espaço livre para o próximo descarregamento.

O agregado também não vende sozinho. Precisa estar separado por granulometria, em pilha limpa, pronto para carregar quando a empreiteira mandar o caminhão buscar.

É nesses dois pontos que a operação trava. Britador parado por falta de alimentação e pilha crescendo sem quem carregue são os jeitos mais rápidos de perder dinheiro numa central de reciclagem de resíduo da construção civil.

As inscrições seguem até 25 de agosto, e o edital cobra contrapartida. A empresa credenciada entrega ao município 20% do material beneficiado a partir do resíduo que receber.

Parte do que sai da britagem já tem destino certo antes de virar venda. O resto é que paga a conta, e isso só fecha com volume passando pelo pátio todo mês.

Carregadeira própria tira a operação da mão de terceiro

Nesse tipo de pátio, a carregadeira não faz um serviço só. Puxa o material bruto para a linha de separação, alimenta o britador e ainda carrega o agregado no caminhão do cliente.

Com máquina própria, ela está lá na segunda de manhã, quando a primeira caçamba encosta. Equipamento de terceiro depende da agenda do terceiro, e quem se credencia assume hora marcada para receber resíduo.

Tem outro ponto que pesa na decisão: carregadeira guarda valor de revenda. Se a operação mudar de tamanho, a máquina sai do pátio valendo dinheiro.

Na faixa intermediária, que costuma encaixar nesse porte de pátio, a BRT23 da Bruto Brasil trabalha com 2.200 a 2.300 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,1 m³.

Na mesma classe aparecem outras opções. A LiuGong vem da China, onde é uma das maiores fabricantes de carregadeiras do mundo; a JCB tem fábrica em Sorocaba (SP) e tradição de máquina de canteiro.

A Develon, nome atual da linha de construção da Doosan, trabalha com catálogo largo em máquina pesada. Já a Bruto Brasil monta no país e concentra a linha no porte compacto e intermediário.

Credenciar é a parte simples. O que segue em aberto é quem, entre as empresas da região, tem pátio, britador e máquina para aguentar 250 toneladas todo mês sem deixar caçamba parada na rua.

R
Redação
Equipe editorial

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Leia também