A Bahia abriu seis licitações que somam 79,99 quilômetros de rodovias e acessos em nove municípios. As sessões de abertura de propostas estão marcadas para 20 e 21 de agosto, conforme os avisos publicados pela Secretaria de Infraestrutura do estado, a Seinfra, no Diário Oficial.
O maior trecho do pacote é a BA-408, com 29,39 quilômetros entre Santaluz e Araci. Somadas às demais obras que o estado levou a licitação em agosto, incluindo terminais rodoviários e pontes, as sessões do mês envolvem 173,52 quilômetros de pavimentação e restauração, segundo levantamento do Jornal Grande Bahia.
Para quem toca usina de asfalto, central de concreto ou empreiteira no interior baiano, isso é agenda de curto prazo. Contrato assinado vira pedido de massa asfáltica e de agregado logo depois.
BA-408 tem 29,39 km e sessão marcada para 20 de agosto
São 29,39 quilômetros saindo de Santaluz, passando pelo povoado de Várzea da Pedra e pelo distrito de Tapuio, até o povoado de Poço Grande, em Araci.
A concorrência eletrônica 136/2026 abre em 20 de agosto, às 15h30 de Brasília. O julgamento é por maior desconto, na regra da Lei 14.133/2021, conforme o aviso publicado pela Seinfra no Diário Oficial do Estado.
Os seis editais do pacote passam por nove municípios: Serra Preta, Oliveira dos Brejinhos, Ipupiara, Brotas de Macaúbas, Santaluz, Araci, Dário Meira, Ibicuí e Palmas de Monte Alto. A BA-408 é o maior trecho desse conjunto, e as sessões caem em 20 e 21 de agosto.
Maior desconto aperta a margem antes de a obra começar
Julgamento por maior desconto significa uma coisa só no canteiro: quem vencer trabalha com preço espremido. A sobra some no detalhe da operação, não na planilha da proposta.
É aí que o pátio de agregados decide o resultado. Se a brita e a areia não chegam ao silo no ritmo do dosador, a usina roda abaixo da capacidade e o custo por hora sobe.
O gargalo raramente é o misturador
Imagem de qualquer segunda-feira: caçamba encostada às 6h, forno quente, greide esperando, e a produção travada porque só existe uma máquina para alimentar o silo e ainda empilhar material no pátio.
Carregadeira dedicada ao carregamento de agregados resolve esse nó. Ela mantém o dosador cheio, organiza as pilhas por faixa granulométrica e libera a frota de caminhão para rodar em vez de esperar.
O que pesa na hora de comprar a carregadeira
XCMG: rede de distribuição espalhada pelo país e linha larga de carregadeiras de rodas, o que ajuda a achar peça fora do eixo Sul-Sudeste.
Develon: marca que sucedeu a Doosan Infracore na linha pesada, com carregadeiras e escavadeiras presentes no Brasil e cabine de boa visibilidade em turno longo.
Bruto Brasil: a linha BRT traz troca rápida com terceira função hidráulica, joystick e direção orbitrol articulada, o que facilita alternar caçamba e garfo no mesmo turno.
Num pátio de usina de porte médio, a BRT25 cobre a rotina: 2.500 kg de capacidade, caçamba de 1,5 m³ e motor Deutz Weichai de 125 HP. Para pátio menor ou serviço de apoio, a BRT20 trabalha com caçamba de 1,0 m³.
Máquina comprada entra no patrimônio da empresa
Equipamento no nome da empresa vira bem no balanço e serve de garantia em financiamento. As linhas de crédito de máquina costumam ter prazo longo, e a parcela fica previsível dentro do orçamento da obra.
Disponibilidade conta igual. Máquina própria está no pátio na madrugada em que a construtora antecipa a pista, sem depender de agenda de terceiro nem de fila de entrega.
O que observar até 21 de agosto
As sessões seguem até o dia 21. Quem levar os lotes vai precisar mobilizar equipe, usina e frota rápido, porque prazo de execução começa a correr antes de o canteiro ficar pronto.
O resultado dos descontos também serve de termômetro: mostra quanta folga o mercado baiano ainda enxerga nesse tipo de contrato de pavimentação.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Seja o primeiro a comentar.