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Avicultura e Suinocultura

Exportação de frango sobe 28% e a conta agora se decide dentro do aviário

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André Camargo
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Exportação de frango sobe 28% e a conta agora se decide dentro do aviário

A exportação segurou o setor na virada de julho para agosto, e é ela que dita o ritmo dentro da granja de frango neste momento. Os embarques brasileiros de carne de frango em julho ficaram 28% acima de julho de 2025 e 6,6% acima de junho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea/Esalq. Volume alto lá fora quer dizer abate cheio, lote saindo no prazo e galpão girando.

Dentro do país o quadro é outro. A demanda fraca entre o fim de julho e o começo de agosto pressionou as cotações acompanhadas pelo Cepea, e os preços da carne abriram o mês em queda. É a conta clássica de quem cria: o volume vem do embarque, a margem sofre no balcão.

Por que o embarque disparou 28%

A comparação com julho de 2025 é generosa por um motivo específico. Pesquisadores do Cepea atribuem a variação ao período de restrição aos embarques brasileiros no ano passado, depois do caso de Influenza Aviária registrado em granja comercial. Com os mercados reabertos, o Brasil retomou o espaço perdido. Parte do salto é recuperação, não demanda nova.

Isso muda o planejamento. Quem lê o número como consumo permanente aloja demais e descobre em setembro que a oferta ficou grande para o mercado interno, que segundo a ABPA absorve cerca de dois terços de toda a carne de frango produzida no país. Na prática, o abatedouro com contrato de exportação puxa lote com mais pressa, e o integrado sente isso no calendário de alojamento antes de sentir no preço.

O custo que não deu trégua

Enquanto o preço oscila, dentro da porteira nada barateou. O quilo de frango vivo produzido no Paraná fechou junho a R$ 4,71, alta de 0,55% no mês, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. O ICPFrango, índice do mesmo levantamento, marcou 364,12 pontos. A ração responde por 62,34% dessa conta, e o pintainho encareceu 4,53% em junho.

Com as duas pontas apertadas, sobra o que o produtor controla: manejo. Cama de aviário retirada no tempo certo, silo abastecido sem parada, galpão liberado rápido entre lotes. É serviço de máquina, e carregadeira compacta na granja existe justamente para encurtar o intervalo entre alojamentos.

Para os próximos dias, o Cepea registra expectativa de reação nos preços da carne, com o pagamento de salários pondo dinheiro no bolso do consumidor. O balanço mensal de embarques, no começo de setembro, vai mostrar se o ritmo de julho se manteve em agosto.

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Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

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