A Polícia Federal paralisou em 21 de outubro a extração de areia ilegal em Minas Gerais, numa propriedade rural de Ibiraci. A ação cumpriu decisão da 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba.
Segundo a Polícia Federal, a lavra funcionava sem autorização da ANM. É a agência que concede o título para extrair areia no país.
A decisão também fixou multa de R$ 10 mil por dia caso a empresa descumpra a paralisação, segundo a PF. A corporação não detalhou outras hipóteses de incidência.
Doze hectares lavrados sem autorização da ANM
A área aberta sem título chega a aproximadamente 12 hectares, de acordo com a PF. A corporação não divulgou o volume de areia retirado da frente de lavra.
Ibiraci fica no Sul de Minas. A propriedade rural onde funcionava a lavra não foi identificada pela PF.
Areia é agregado de construção e bem da União. A extração comercial depende de autorização da ANM.
Pela PF, os investigados poderão responder por usurpação de bem da União e por crimes ambientais. O enquadramento é em tese: a corporação não informou prisões, e o material divulgado não menciona condenação nem interdição definitiva da área.
A investigação segue em curso, e a PF não identificou a empresa nem os investigados.
A decisão paralisa a extração na propriedade, e a PF não informou prazo para a liberação da área.
O que a PF apreendeu na propriedade rural de Ibiraci
A Polícia Federal detalhou os itens apreendidos e os números que sustentam a medida judicial.
Quatro caminhões apreendidos na propriedade rural
Uma escavadeira e duas pás-carregadeiras também apreendidas
Aproximadamente 12 hectares lavrados sem autorização da ANM
Multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento
A lista soma quatro caminhões e três máquinas, todos retidos na propriedade.
Apreensão de frota já apareceu em outro cerco à areia clandestina com maquinário retido na cobertura do setor de areais.
Satélite aponta extração irregular desde 2022
Imagens de satélite usadas pela PF mostram exploração irregular na área desde 2022. O método permite comparar a mesma área ano a ano.
O satélite sustenta a data de início apontada pela corporação, e a PF não informou o que motivou a detecção agora.
Não há no material da PF estimativa de volume extraído nem valor de compensação financeira pela exploração.
A PF não divulgou declaração nominada de delegado ou de outra autoridade sobre a operação.
Enquanto a decisão valer, a extração no local está proibida. A multa de R$ 10 mil por dia passa a correr ao primeiro descumprimento.
O inquérito segue na 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba, que assinou a decisão. Cabe ao Ministério Público Federal decidir sobre a denúncia.
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