A proposta vencedora ficou R$ 51,978 milhões abaixo do que o DER-MG havia orçado no edital, um desconto de aproximadamente 18,31% sobre esse orçamento. São 54 km no trecho Uberlândia - Campo Florido, Lote 02, da MGC-455, no Triângulo Mineiro.
O valor global homologado é de R$ 231.898.043,95, ou R$ 231,9 milhões. O estimado pelo órgão estadual no edital era de R$ 283,876 milhões.
A homologação saiu no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais em 16 de outubro de 2026. Venceu o Consórcio LCM/HWN Rodovia MGC-455, formado pela LCM Construção e Comércio S/A, líder, e pela HWN Engenharia Ltda.
O critério de julgamento foi o de maior desconto global sobre a planilha do edital.
Uberlândia e Campo Florido ficam as duas no Triângulo Mineiro. O Lote 02 cobre o trecho entre elas, com extensão de 54,000 km na descrição do edital.
O que 54 km de pavimentação pedem de usina de asfalto
Pavimentar 54 km de rodovia estadual não é serviço de pouca massa.
O objeto licitado é a elaboração do projeto executivo e a execução das obras de melhoramento, pavimentação e obras de arte especiais.
Para o empresário que opera usina de asfalto, britador ou frota de caçamba no Triângulo, obra desse tamanho mexe com agenda de fornecimento por muitos meses. Massa, brita e areia saem de algum pátio, e o cronograma de quem fornece passa a acompanhar o ritmo da pista.
A extensão do trecho é de 54,000 km.
Pavimentação de 54 km se estica por muitos dias de operação, com caçamba rodando e pilha sendo refeita.
Fechar por R$ 231,9 milhões o que o edital orçava em R$ 283,876 milhões quer dizer executar o mesmo objeto com menos receita. Nessa situação, preço de insumo, produtividade de equipamento e custo por hora deixam de ser detalhe.
Como ficou a conta
Valor global homologado: R$ 231.898.043,95, com data-base de janeiro de 2026
Orçamento do DER-MG no edital: R$ 283,876 milhões, diferença de R$ 51,978 milhões
Critério de julgamento: maior desconto global, em contratação semi-integrada por preço global
Edital nº 000046/2026 e processo SEI 2300 01 0102532/2026-34, publicados em 16/10/2026
A data-base dos preços é janeiro de 2026. O valor homologado não é preço de hoje: vai ser reajustado pelos índices do contrato ao longo da execução.
A diferença de R$ 51,978 milhões é medida contra o orçamento do edital. O empreendimento consta do PPAG, o Plano Plurianual de Ação Governamental.
Alimentação de agregado é o gargalo do pátio de usina
E o que isso muda no pátio de quem fornece?
Alimentar silo, pilha e balança no ritmo da planta é trabalho de pá-carregadeira. Atraso nessa ponta derruba a produção do dia inteiro.
Carregadeira que alimenta usina trabalha sempre no mesmo lugar, repetindo ciclo curto de manhã à noite. Esse regime cobra mais da hidráulica e dos pneus do que uma frente de terraplenagem.
Na alimentação de agregado, a Case leva pela assistência técnica espalhada pelo interior, a Bruto Brasil briga por custo-benefício entre as nacionais e a JCB tem linha de carregadeira conhecida pela robustez. A BRT30 da Bruto Brasil carrega 3.000 kg e tem caçamba de 1,8 m³, porte parecido com o de modelos de Case e JCB.
O porte certo sai do volume de massa que a frente de obra consome por dia, não do adesivo na lateral.
Ter a carregadeira própria dilui o custo por hora ao longo dos meses de contrato e tira a linha do aluguel da planilha. Em obra longa, isso pesa mais do que o preço de etiqueta.
Frota montada para contrato longo passa por financiamento. A parcela entra no custo da hora trabalhada.
Operação que já tem usina de asfalto montada na região olha primeiro a capacidade de alimentar a planta, depois a de produzir massa. Pilha que não chega na balança no horário vira caminhão esperando no portão.
A MGC-455 entra na fila dos contratos que puxam usina de concreto e asfalto em Minas.
Projeto em 360 dias, obra em 720 dias
A contratação é semi-integrada, por preço global, e corre em duas etapas. A mesma contratada faz o projeto executivo e depois executa a obra.
O prazo do projeto executivo é de até 360 dias consecutivos, contados da primeira ordem de serviço.
O das obras é de até 720 dias consecutivos, contados da segunda ordem de serviço. São dois prazos distintos, cada um amarrado à sua ordem.
A contagem só começa quando a respectiva ordem for emitida, e o edital não fixa data de calendário para o início dos trabalhos.
A primeira etapa é de prancheta, não de pista.
Mobilização de equipamento só vem depois que a segunda ordem de serviço sair, e sem contrato assinado não há data de início de frente de obra para marcar em calendário.
Depois da homologação, o consórcio tem até um mês para assinar o contrato e apresentar a garantia. Assinado isso, a massa, a brita e a areia dos 54 km vão sair de algum pátio do Triângulo.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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