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Usinas de Concreto e Asfalto

BR-319: LCM leva 95,5 km por R$ 356,1 milhões e Dnit fecha os quatro trechos do miolo

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André Camargo
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BR-319: LCM leva 95,5 km por R$ 356,1 milhões e Dnit fecha os quatro trechos do miolo

O trecho que o Dnit acabou de contratar na BR-319 começa no km 250,7 e vai até o km 346,2, dentro de Borba e Manicoré, no interior do Amazonas. São 95,5 quilômetros de recuperação em dois municípios do interior do Amazonas, e o custo de cada tonelada de massa aplicada ali passa pela logística de abastecimento do canteiro.

A decisão do pregoeiro saiu no dia 29 de setembro. A LCM, construtora de Belo Horizonte, levou o serviço por R$ 356,1 milhões, abaixo dos R$ 378 milhões que o órgão havia estimado para esse pedaço.

A proposta ficou abaixo do que o Dnit estimava

Era o quarto e último pregão do miolo da BR-319, a rodovia que puxa Manaus na direção de Porto Velho. Com essa adjudicação o Dnit encerra a contratação dos quatro trechos, que somam cerca de 340 quilômetros do pedaço mais crítico da estrada.

Atenção ao número grande que circula junto dessa conclusão: R$ 1,45 bilhão é a estimativa do conjunto dos quatro trechos, não valor assinado. Contratado, aqui, são os R$ 356,1 milhões dos 95,5 quilômetros entre Borba e Manicoré.

O Dnit trata o escopo como ações de recuperação da rodovia. No registro do Diário Oficial da União o objeto aparece como serviços de melhoramento no pavimento, isto é, pista que já existe, sem abertura de faixa nova.

Os 95,5 km em quatro linhas

  • 95,5 km de recuperação, do km 250,7 ao km 346,2, em Borba e Manicoré (AM)

  • Proposta vencedora da LCM: R$ 356,1 milhões, ou R$ 356.178.614,61 no registro oficial

  • Estimativa do Dnit para este trecho: R$ 378 milhões

  • Pregão Eletrônico nº 90130/2026-01, decidido pelo pregoeiro em 29 de setembro

A usina de asfalto tem que subir dentro do canteiro

Obra de pavimento no interior do Amazonas carrega um gargalo que o edital não resolve: a usina de asfalto precisa ficar colada na frente de obra. Massa quente não viaja longe sem perder temperatura, e ligante, brita e areia ainda têm que chegar antes dela.

Ligante asfáltico, brita e areia precisam viajar até Borba e Manicoré antes de qualquer metro aplicado. Cada atraso no abastecimento deixa a frente de pavimentação parada, com equipe e equipamento contratados do mesmo jeito.

Em região com parque de usina instalado, a construtora compra massa de terceiro e discute preço. Em trecho isolado como este, ela fabrica, estoca e responde pelo próprio ritmo.

A logística de agregado pesa tanto quanto a frente de terraplanagem que abre o greide antes da massa. E um pátio de brita abastecido, nesse caso, deixa de ser luxo e vira seguro de cronograma.

Para o empresário que opera usina de concreto e asfalto, o dado que pesa é o calendário. Quatro trechos contratados na mesma janela puxam demanda de massa, de brita e de equipamento de pátio ao mesmo tempo.

Dois trechos emendados na mão da mesma construtora

A LCM já havia levado o trecho vizinho em agosto: 86,9 quilômetros entre os km 346,2 e 433,1, em Manicoré, por R$ 402,4 milhões. Outro contrato, de 36,5 quilômetros entre os km 433,1 e 469,6, ficou com a Construtora Meirelles Mascarenhas por R$ 182,4 milhões.

Dois trechos emendados na mesma empresa concentram a decisão de compra de massa e de brita naquele corredor. Isso define quem vai subcontratar fornecimento e serviço, e fornecedor de agregado da região passa a ter um só interlocutor.

Alimentar usina e girar pátio de agregado é serviço de pá-carregadeira, e aí a escolha de marca entra na conta do investimento. A Liebherr é conhecida pela robustez na linha pesada, a XCMG empurra escala de produção e preço competitivo, e a Bruto Brasil se posiciona como custo-benefício nacional no porte pequeno e médio.

Nenhuma das três resolve sozinha 95,5 quilômetros de pista em dois municípios do Amazonas. O que define a escolha é o volume de massa que o canteiro precisa girar por dia e o espaço de pátio que a obra consegue manter.

O pregão já está homologado e adjudicado no Diário Oficial da União, com o valor cravado em R$ 356.178.614,61. Daqui pra frente a disputa muda de endereço: sai do portal de compras e vai para o canteiro, onde a usina de asfalto e o estoque de agregado passam a mandar no prazo.

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Redação
André Camargo

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