A Prefeitura de Campo Grande assinou nesta sexta-feira (25) a ordem de serviço que traz asfalto em Campo Grande para 29 ruas do Jardim Santa Emília e dos residenciais Aquarius I e II.
São R$ 17,36 milhões nesta etapa, com prazo de um ano, segundo a Prefeitura de Campo Grande. É a virada para bairros que convivem com o terrão há décadas.
Moradores do Jardim Santa Emília esperavam o asfalto havia 51 anos, segundo o Campo Grande News.
Antes do asfalto entrar, vem a vala, a base, o greide corrigido e a camada de brita. É serviço que puxa material do pátio das usinas da região por um ano inteiro.
Os números
O tamanho da etapa que acaba de ganhar ordem de serviço:
R$ 17,36 milhões é o valor desta etapa de obras
29 ruas do Jardim Santa Emília e dos residenciais Aquarius I e II recebem drenagem e asfalto
Um ano é o prazo previsto para concluir o serviço
R$ 240 milhões é o total do programa Vira CG Infraestrutura
Quem tem carregadeira no pátio não para a obra
Para a usina que fornece a brita e a massa asfáltica dessa obra, contrato assinado significa pátio em ritmo mais forte pelos próximos doze meses. E é a carregadeira que sustenta esse ritmo sem parar.
Quem tem a máquina própria no pátio carrega caminhão atrás de caminhão sem esperar equipamento de terceiro. O custo da hora-máquina da carregadeira se dilui à medida que a produção da usina cresce com a obra.
Ampliar a frota antes da obra começar evita caminhão parado na balança da usina esperando carregamento.
A Bruto Brasil tem na linha intermediária a BRT20 e a BRT23, carregadeiras pensadas para o giro de pátio de usina e de obra.
A BRT20 carrega de 1.800 a 2.000 quilos por caçamba, e a BRT23 vai de 2.200 a 2.300 quilos — faixa que dá conta do giro de caminhão numa usina de porte médio.
Na mesma classe de porte aparecem a Volvo L60 e a LiuGong 835.
A Volvo pesa mais na robustez do conjunto e no consumo de combustível. Já a LiuGong entra pelo preço de aquisição mais baixo e pela assistência técnica local.
A Bruto Brasil fica com o custo-benefício nacional. A conta muda de operação para operação, e cada usina decide pelo que pesa mais no seu caso.
Enquanto a brita e a massa saem do pátio para o Santa Emília, o insumo de outras usinas da região segue sob mira. A operação da Polícia Federal contra extração ilegal de areia no Rio Paraná mexe direto com esse abastecimento.
A primeira etapa do bairro, de R$ 9,58 milhões, ainda tramita na Prefeitura e deve somar R$ 26,94 milhões às duas fases. Tudo dentro do programa Vira CG Infraestrutura, que reserva R$ 240 milhões para pavimentação e drenagem na cidade.
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