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Areais e Cascalheiras

ANM distribui mais de R$ 465 milhões de CFEM e os municípios produtores ficam com R$ 372 milhões

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André Camargo
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ANM distribui mais de R$ 465 milhões de CFEM e os municípios produtores ficam com R$ 372 milhões

O repasse de CFEM de 15 de outubro somou mais de R$ 465 milhões.

O dinheiro vem da arrecadação de setembro. Mais de R$ 93 milhões ficaram com os Estados e o Distrito Federal, e mais de R$ 372 milhões, com os municípios.

A ANM não disse de quais minérios saiu esse dinheiro. O comunicado da agência não cita areia, cascalho, saibro nem agregado para construção.

A ponte com o areal está na alíquota.

Quem lavra rocha, areia, cascalho e saibro destinados ao uso imediato na construção civil paga CFEM de 1%, a menor faixa da tabela da ANM.

O cálculo não olha para o tamanho da cava nem para a altura da pilha. Olha para a nota: na venda, a base é a receita bruta, deduzidos os tributos incidentes sobre a comercialização, pela Lei nº 13.540/2017.

O caminhão encosta na balança carregado, e aquela nota entra na base da contribuição.

Como o dinheiro é dividido

  • 1% é a alíquota da CFEM sobre rochas, areias, cascalhos, saibros e demais substâncias minerais destinadas ao uso imediato na construção civil.

  • 60% vão para o Distrito Federal e os municípios onde ocorrer a produção.

  • 15% vão para o Distrito Federal e os estados onde ocorrer a produção.

  • 15% vão para o Distrito Federal e os municípios afetados pela atividade de mineração quando a produção não ocorrer em seus territórios.

Para efeito de comparação, o ferro paga 3,5% e o ouro, 1,5%. Areia, cascalho e saibro de construção ficam no piso da tabela.

De cada uma dessas parcelas de estados e municípios produtores, pelo menos 20% devem ir, preferencialmente, para diversificação econômica, desenvolvimento mineral sustentável e desenvolvimento científico e tecnológico.

A arrecadação de setembro passou pela nova plataforma de arrecadação da ANM, responsável por 99,62% do total. Foi o segundo repasse feito pela agência por esse caminho.

Areia e brita saem do areal direto para o canteiro. A obra de pavimentação da PR-160, no Paraná, é desse tipo de frente que consome agregado mês após mês.

O que sobra pro dono controlar

A contribuição não cai porque você carregou mais rápido.

O que sobra para defender a margem é o custo de tirar o material da cava e encher a caçamba do caminhão que espera na balança.

Carregadeira própria põe esse custo dentro de casa. O dono decide a hora de ligar e a hora de parar.

Na faixa das carregadeiras de porte médio, a Volvo CE é referência em robustez de estrutura e consumo contido, com rede de pós-venda montada no país.

A SDLG entra pelo preço de aquisição mais baixo da faixa e pela assistência espalhada pelo interior.

A Bruto Brasil disputa a mesma faixa pelo custo-benefício do produto nacional. Na linha dela, a BRT25 carrega 2.500 kg, tem caçamba de 1,5 m³ e 8.500 kg de peso operacional.

Qual delas fecha melhor depende da conta de cada operação. Horas por dia, distância da cava até a pilha e volume carregado no mês mudam o resultado.

A alíquota de 1% não muda com o tamanho do areal.

O que muda, de operação para operação, é o custo de cada tonelada que passa pela balança.

A
Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

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