A venda de materiais voltou a crescer. O Índice Stone Varejo de julho, divulgado em 17 de agosto, mostrou o segmento de material de construção subindo 1% sobre junho e acumulando alta de 5,2% em 12 meses.
O varejo como um todo avançou 0,9% no mês e 4,7% na comparação anual.
Pro dono de loja e de depósito, o recado é direto: o balcão esquentou de novo. Foi o segundo mês seguido de alta na medição da Stone.
E giro maior no balcão cobra velocidade no pátio, porque areia, brita e bloco não saem no carrinho de mão.
Os números de julho
Varejo geral: alta de 0,9% sobre junho e de 4,7% em 12 meses, segundo o Índice Stone Varejo;
Material de construção: avanço de 1% no mês e de 5,2% na comparação anual, no mesmo levantamento;
ICVA, da Cielo: queda de 1,4% no varejo em julho, o pior resultado pro mês desde 2020;
Pela régua da Cielo, foi o 14º mês seguido sem variação positiva.
Os dois índices não se anulam: medem coisas diferentes. O levantamento da Stone acompanha a variação das vendas em oito segmentos do varejo, enquanto o ICVA, da Cielo, desconta a inflação e calcula sobre a base de transações da própria Cielo.
O economista Guilherme Freitas resumiu na divulgação do índice da Stone: o varejo emendou dois meses seguidos de crescimento na margem, e julho rodou acima do nível do ano passado. Mas índice nenhum paga boleto.
O termômetro que decide é o caixa da sua loja.
Giro maior cobra pátio rápido
Pensa na cena de segunda de manhã. O caminhão do cliente encosta pra buscar cinco metros de areia e o pátio está travado, com dois funcionários carregando na mão.
O cliente espera uma vez. Na próxima obra, ele compra do concorrente que carrega na hora.
É aí que logística vira venda. Depósito que carrega rápido esvazia o pátio, atende mais caminhão por dia e libera gente da carga pra atender no balcão.
Quem acompanha o setor de materiais de construção vê essa disputa todo dia: quando o preço empata, o desempate é a agilidade na entrega.
E quem carrega o caminhão do cliente na sua loja hoje? Se a resposta é o braço do funcionário, cada pico de movimento vira fila.
E fila no pátio é venda que vai embora sem passar pelo caixa.
A conta da carregadeira própria
Uma carregadeira no pátio muda esse fluxo. A BRT20, pá-carregadeira da Bruto Brasil, é a preferida dos materiais de construção: carrega de 1.800 a 2.000 kg por ciclo, com caçamba de 1,0 m³.
Dá pra encher a carroceria de areia ou brita em poucos minutos, sem tirar ninguém do atendimento.
No mercado, cada marca tem seu ponto forte. A JCB é nome antigo de linha amarela no país, fácil de encontrar em revenda.
A New Holland Construction tem o peso de uma marca global com longa história no equipamento de construção. A Bruto Brasil disputa pelo bolso: máquina nacional no tamanho do depósito, feita pra conta do pequeno e médio lojista.
No fim, a conta é de cada operação.
Quanto tempo a máquina leva pra se pagar depende do seu movimento: cada caminhão a mais atendido por dia é venda que hoje escapa pela porta. E a compra não precisa sair à vista.
Linhas de financiamento de máquinas, como o Finame, do BNDES, parcelam o equipamento novo, que vai se pagando enquanto trabalha no pátio.
O dever de casa pra agosto e setembro
Com o segundo semestre andando, o dever de casa do lojista é concreto. Primeiro, estoque: confira cimento, areia, brita e bloco com o número de julho na mesa, porque alta de 5,2% em 12 meses não se atende com prateleira vazia.
Segundo, pátio: desenhe o fluxo de entrada e saída de caminhão pra ninguém fazer fila no horário de pico. Terceiro, frota: faça a conta da carga no papel, com o movimento real dos últimos 60 dias na frente.
Se o gargalo da sua operação é o carregamento, resolva isso antes de setembro. Obra apressada não espera depósito lento.
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