A ração ficou mais barata e o boi rendeu menos. O custo do cocho com alimentação no Centro-Oeste caiu 9,38% em agosto ante julho, para R$ 11,89 por cabeça por dia, segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta, o Icap.
Só que no Centro-Oeste a conta final andou para o outro lado. O custo da arroba produzida subiu 11,07% e fechou em R$ 200,61, e o resultado recuou 13,63% no mês, ficando em R$ 983,18 por cabeça, pelo levantamento da Ponta, que opera o sistema TGC.
No Sudeste o movimento foi outro, com alta de 0,52% e custo de R$ 11,54 por cabeça por dia. A Ponta, que calcula o Icap, informa que sua tecnologia de gestão gerencia mais de 57% do rebanho confinado do Brasil.
O que explica o aperto está no tempo e na entrega. No Centro-Oeste o período médio de cocho passou de 99 para 107 dias e a produção por animal caiu de 8,08 para 7,81 arrobas.
No Sudeste a conta foi outra. A produção subiu de 7,59 para 7,92 arrobas por animal e o lucro chegou a R$ 1.163,88 por cabeça, avanço de 1,59%.
Agosto de 2026 no confinamento
Custo alimentar no Centro-Oeste: queda de 9,38%, para R$ 11,89 por cabeça por dia, segundo o Icap
Custo alimentar no Sudeste: alta de 0,52%, para R$ 11,54 por cabeça por dia, segundo o Icap
Período médio de cocho no Centro-Oeste: de 99 para 107 dias, pelo levantamento da Ponta
Resultado: queda de 13,63% no Centro-Oeste, para R$ 983,18 por cabeça; no Sudeste, alta de 1,59%, para R$ 1.163,88
Oito dias a mais de trato no pátio
Oito dias a mais no cocho não são oito dias de nada. São oito dias de volumoso, de trato e de painel de silo trincheira desbastado outra vez.
E o painel é onde o prejuízo começa sem ninguém ver. Painel desbastado de qualquer jeito deixa a face do silo solta, entra ar, a silagem aquece e queima matéria seca.
Matéria seca perdida no painel é arroba que não entra no boi. Com o cocho esticado para 107 dias, esse vazamento roda mais de uma semana além do previsto no orçamento do lote.
A produção por animal caindo de 8,08 para 7,81 arrobas é a leitura disso no fim da linha. São 0,27 arroba a menos em cada cabeça, com o silo aberto por mais tempo.
A máquina que desbasta o silo e enche o vagão
A carregadeira de pátio é quem faz esse serviço todo dia. Ela tira o painel do silo trincheira e abastece o vagão misturador, e por isso entra como causa do custo do cocho, não como item de vitrine.
Na classe agro, a Bruto Brasil trabalha com a BRT25, de 2.500 kg de carga e caçamba de 1,5 m³.
Na mesma faixa de carga a LiuGong entra pelo preço de aquisição e pela rede de peças espalhada no interior. A New Holland Construction pesa pelo pós-venda que o confinador já conhece da linha agrícola, e a Bruto Brasil disputa a faixa pelo custo-benefício nacional.
As três atendem o mesmo serviço de pátio, e a escolha muda conforme o tamanho do silo e a altura do vagão misturador. A conta que interessa ao confinador é quanto tempo a máquina leva pra se pagar em silagem preservada.
Ter a pá-carregadeira no pátio significa trato na hora certa, sem fila e sem depender de agenda de terceiro. Outras reportagens sobre manejo de silo e trato estão na editoria de silagem e compostagem.
O Icap de setembro só sai no mês que vem. Até lá, cada um dos oito dias extras de cocho segue desbastando painel de silo no ritmo de agosto.
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