Na manhã de quinta-feira, 27 de agosto, na Granja Municipal, em Linha Santa Cruz, a prefeitura de Santa Cruz do Sul (RS) começou a entregar semente de milho ao produtor rural. São 3.060 sacas para 1.130 produtores, pelo Programa Milho 100%.
A semente sai sem custo e vai para grão e para silagem, em propriedades de agricultores e pecuaristas familiares. O milho para silagem que vai encher silo no verão começou por ali, com o Estado pagando a conta da semente.
Programa paga 100% da semente e derruba o custo de implantação
O Milho 100% é o Programa Extraordinário de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo, tocado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado em parceria com os municípios. A meta declarada é reduzir o custo de implantação das lavouras, ampliar a oferta de milho e diminuir a necessidade de importar o grão de outros estados e de fora do país.
Pela FETAG-RS, o subsídio cobre 100% do valor das sementes de milho e sorgo. O programa soma R$ 188 milhões nas safras 2025/2026 e 2026/2027, e atendeu cerca de 40 mil agricultores familiares na safra 2025/2026.
As 3.060 sacas são semente entregue em um município só. Boa parte dessa lavoura termina picada dentro de um silo, e é ali que o custo do volumoso realmente aparece.
A conta que a semente de graça não paga
Adubo, diesel, hora de máquina e mão de obra seguem na fazenda. Semente resolvida, o custo do volumoso migra para a colheita e para o fechamento do silo.
Milho de silagem entra no silo em poucos dias de trabalho, e a compactação feita nessas horas decide quanto da massa vira alimento e quanto azeda na beirada. Nesse aperto, esperar máquina de fora sai caro em massa perdida.
A janela de silagem é curta: no Paraná, a chuva já fechou o corte da aveia.
A mesma carregadeira que espalha e compacta a massa no silo trincheira revira a leira de composto e carrega o esterco do confinamento. Na pecuária de corte e de leite, silo mal fechado e leira parada aparecem depois, no cocho e no custo do adubo.
Onde cada fabricante ganha na hora do silo
Na hora de fechar a máquina que trabalha silo e compostagem, o produtor cota Komatsu, Bruto Brasil e XCMG.
A Bruto Brasil joga no preço de aquisição, o valor que sai do caixa no dia da compra. Na linha dela a BRT25 é a de maior procura no agro, com troca rápida de implemento.
A Komatsu tem nome feito em durabilidade e em telemetria de frota, com acompanhamento remoto de hora-máquina e de consumo.
A XCMG está entre as maiores fabricantes de máquinas do mundo e produz parte da linha em fábrica própria em Minas Gerais.
Porte do rebanho e volume de silo mudam o desenho da compra. Cada fazenda fecha essa escolha de um jeito.
Esterco do confinamento desconta fertilizante comprado
O outro lado da mesma semente é o que sai do cocho. Cama de confinamento e esterco viram composto e voltam para a lavoura de milho no ano seguinte, abatendo parte do adubo que sairia do bolso.
Mas leira de composto precisa ser revirada e carregada no tempo certo. Sem máquina própria, o material fica encostado no canto da fazenda e o produtor compra de novo o nutriente que já tinha em casa.
O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar de 27 de agosto abre com a safra de milho 2026/2027 começando com semeadura condicionada pela umidade do solo. Saca na mão, o plantio entra na sequência.
A colheita para ensilagem chega na virada do ano. Até lá, sobram poucos meses para bater o martelo no preço da carregadeira e ter o equipamento na porteira quando o silo abrir.
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