O custo da obra por metro quadrado chegou a R$ 1.993,76 em agosto e encostou na marca dos R$ 2 mil. A alta foi de 0,44% no mês, segundo o IBGE, e o número muda o preço que o construtor consegue defender na mesa de medição.
A pressão desta vez veio menos do depósito de material e mais do canteiro. A mão de obra subiu 0,55% no mês, enquanto os materiais avançaram 0,35%, pelo Sinapi.
O número mexe com a formação de preço antes de mexer com a obra em si. Construtora que orça esta semana trabalha com o metro quadrado de agosto, não com o de julho, e é esse valor que vai para a proposta.
A pressão saiu do material
Do total de R$ 1.993,76, os materiais respondem por R$ 1.124,06 e a mão de obra, por R$ 869,70. Julho havia fechado em R$ 1.985,10, ou seja, cada metro quadrado construído ficou R$ 8,66 mais caro em trinta dias.
O índice cobre o canteiro inteiro, não apenas o cimento empilhado no depósito. Hora de máquina, ciclo de carga da carregadeira, diesel do caminhão e produtividade da equipe entram no mesmo custo que o IBGE apura todo mês.
Terraplanagem que atrasa empurra a medição para o mês seguinte, quando o índice já é outro. É por isso que o empreiteiro de preço fechado sente o movimento antes do dono da obra.
A mão de obra pesa menos no valor absoluto: R$ 869,70 contra R$ 1.124,06 do material. Mas foi ela que correu mais rápido em agosto, e diária de equipe não recua quando o material se acomoda.
O ano já pesa 5,41% no orçamento
No acumulado de 2026, o custo nacional da construção sobe 5,41%. Em doze meses, o avanço chega a 7,03%, patamar que boa parte dos contratos assinados lá atrás não previa.
A correção do orçamento precisa começar pela diária da equipe, porque foi ali que o índice acelerou. Materiais entram no cálculo em seguida, com peso maior no valor absoluto e ritmo mais devagar.
O histórico mês a mês está na editoria de construção civil.
Obra longa sente o acumulado, não o décimo do mês. Contrato fechado com o custo do ano passado atravessa agora uma diferença de 7,03%, e o repasse dessa distância é a negociação que está na mesa.
Em doze meses a distância acumulada é de 7,03%. É esse número que a construtora leva para a mesa quando o cliente pedir para rever o contrato assinado no ano passado.
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