O uso da capacidade instalada na construção chegou a 78,8% em agosto, alta de 2,7 pontos percentuais em um mês. O dado saiu na Sondagem da Construção da Fundação Getulio Vargas, divulgada na quarta-feira (26).
Em máquinas e equipamentos, o indicador subiu de 70,5% em julho para 72,9% em agosto. Esse é o número que a construtora com frota própria olha: máquina só rende com frente de serviço aberta.
Máquinas voltam a 72,9% depois do recuo de julho
Julho tinha sido de queda nos três indicadores de capacidade da sondagem. O de máquinas e equipamentos cedeu 1,4 ponto percentual naquele mês e parou em 70,5%.
O avanço de agosto, de 2,4 pontos percentuais, mais que devolveu essa perda. Uso de capacidade instalada é o quanto da estrutura já montada está em serviço, e em agosto quase quatro quintos do que a construção tem em pé estava rodando.
Os números da sondagem de agosto
78,8% — uso da capacidade instalada da construção, alta de 2,7 pontos percentuais no mês
72,9% — uso da capacidade em máquinas e equipamentos, alta de 2,4 pontos percentuais
91,9 pontos — Índice de Confiança da Construção, queda de 0,6 ponto
93,0 pontos — quesito carteira de contratos, alta de 0,4 ponto
Confiança cai, carteira de contratos sobe
O Índice de Confiança da Construção caiu 0,6 ponto em agosto, para 91,9 pontos. Em julho ele tinha subido 0,8 ponto, a 92,5 pontos.
A média móvel de três meses ficou em 92,0 pontos, 0,3 ponto abaixo da leitura anterior. Dentro do índice, a carteira de contratos subiu 0,4 ponto, a 93,0 pontos, e a demanda prevista avançou 0,1 ponto, a 93,9 pontos.
A tendência dos negócios foi na mão contrária e recuou 1,8 ponto, para 90,3 pontos. O bloco de situação atual marcou 91,7 pontos, e o de expectativas, 92,1 pontos.
A melhora não chegou na obra viária
Pela FGV, as empresas de edificações residenciais, obras de artes especiais e obras de instalações relataram melhora no ambiente de negócios. Edificações não residenciais, obras viárias e de acabamento foram no sentido oposto.
Canteiro rodando puxa a fila inteira atrás de si, dos materiais de construção ao transporte de terra e entulho. Com a capacidade mais exigida do que em julho, sobra menos folga na estrutura que a construtora já tem.
Quando duas frentes pedem a mesma máquina no mesmo dia, o cronograma é quem paga.
Setembro mostra se o patamar se firma
A sondagem sai todo mês, e a próxima leitura fecha setembro. Julho já mostrou que esse indicador cai sem aviso.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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