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Construção Civil

ANTT libera edital de R$ 14,33 bilhões na Bahia e marca leilão da BR-116 para dezembro

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André Camargo
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ANTT libera edital de R$ 14,33 bilhões na Bahia e marca leilão da BR-116 para dezembro

R$ 14,33 bilhões é o tamanho da conta que a ANTT pôs na mesa na quinta-feira (3), ao aprovar o edital da concessão Rota 2 de Julho, com 653,3 km das BR-116 e BR-324, na Bahia. Para quem toca obra, o número que pesa mais vem logo abaixo: são 306,6 km de pista para duplicar.

Desse total, R$ 10,52 bilhões estão concentrados nos oito primeiros anos do contrato, que dura 30 anos. Ou seja, o canteiro de obra na Bahia não é promessa de longo prazo: é serviço que entra na agenda de quem tem frota logo no começo da concessão.

O que o edital manda erguer nas BR-116 e BR-324

Além da duplicação, o projeto prevê 63,7 km de faixas adicionais em trechos de pista simples e 192 km em trechos de pista dupla. Entram ainda 35,9 km de marginais, 42 passarelas, 239 acessos e 328 pontos de ônibus.

O trecho vai de Salvador a Feira de Santana, pela BR-324, e segue na BR-116 até a divisa com Minas Gerais. A concessão substitui o contrato da ViaBahia e teve aval final do TCU em 26 de agosto.

A tarifa básica de pedágio começa em R$ 0,08396 por quilômetro e chega a R$ 0,12248 no quarto ano, segundo a ANTT.

Nada disso sai do papel sem corte, aterro e brita. Cada quilômetro duplicado puxa terraplanagem, jazida de empréstimo e carga de agregado no caminhão, serviço que costuma cair no colo da empreiteira regional.

Será o primeiro pedágio sem cancela nem cabine numa rodovia federal. Para a frente de serviço isso muda pouco no dia a dia: o pesado continua sendo terraplanagem, drenagem e pavimento.

O movimento não é isolado. Neste ano, a infraestrutura vem puxando a construção mais que a edificação, e o edital baiano entra nessa mesma fila.

A conta da frota quando a frente de obra abre

Frente de duplicação come carregadeira o dia inteiro: brita na caçamba, solo no bota-fora, britador alimentado. A Komatsu tem tradição em linha amarela pesada e rede de assistência espalhada pelo país, o que conta quando a máquina para longe da sede.

A JCB é forte na versatilidade da retroescavadeira e no equipamento compacto, que resolve valeta e acesso sem mobilizar máquina grande. Já a Bruto Brasil entra pelo custo de aquisição, na faixa das carregadeiras de pequeno e médio porte.

Duplicar 306,6 km não se faz com uma máquina só. Obra desse porte exige rodízio de equipamento, e quem já tem carregadeira no pátio disputa o serviço sem depender da disponibilidade de terceiro.

Na prática, a escolha costuma parar na distância da assistência técnica. Máquina quebrada num trecho que se estende por 653,3 km espera dias pela peça, e esse dia parado sai mais caro que a diferença de preço na compra.

A sessão pública do leilão está marcada para 18 de dezembro, às 10h, na B3, em São Paulo. Quem arrematar assina contrato de 30 anos e começa a cobrar pedágio no sexto mês, com 12 pórticos de free flow instalados no primeiro ano.

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Redação
André Camargo

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