TER · 15 SET 2026
|ASSINAR
Maquinados
⚡ AGORA
Edital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no SulBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMaximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátioOvo subiu, milho subiu mais: caixa de ovos compra o menor volume de grão desde fevereiroUreia cai 12,5% em agosto, e a compra de adubo para a segunda safra volta a andar nas revendasEdital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no SulBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMaximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátioOvo subiu, milho subiu mais: caixa de ovos compra o menor volume de grão desde fevereiroUreia cai 12,5% em agosto, e a compra de adubo para a segunda safra volta a andar nas revendas
Demolição e Entulho

Demolição de 296 prédios-caixão no Grande Recife só começa depois que a Caixa deposita a indenização

A
André Camargo
· 0 comentários
Demolição de 296 prédios-caixão no Grande Recife só começa depois que a Caixa deposita a indenização

São 296 imóveis na segunda fase do acordo, e nenhum desses prédios-caixão condenados no Grande Recife vai ao chão antes de a Caixa Econômica Federal depositar a indenização do proprietário. É o pagamento que libera a máquina, o caminhão e a retirada do entulho de obra.

O gatilho de cada demolição é jurídico e financeiro. A Justiça Federal homologa o acordo com o dono do apartamento, a Caixa paga em até 20 dias e só então o terreno vira canteiro.

Os números do acordo

  • 296 imóveis na segunda fase, em Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.

  • 55 prédios prioritários nesta rodada, distribuídos em 23 empreendimentos e cerca de 1.080 unidades residenciais.

  • Indenização média de R$ 120 mil por imóvel, paga pela Caixa Econômica Federal dentro do programa Cheque Esperança.

  • 127 prédios já demolidos e 1.485 famílias com acordo concluído até junho deste ano.

Homologou e pagou, o prédio pode cair

A conta do acordo passa de R$ 1,7 bilhão e alcança 431 edifícios. Só que não desce tudo de uma vez, porque cada bloco depende da assinatura do proprietário e da homologação do juiz.

Segundo o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, homologado o acordo, o pagamento pela Caixa Econômica Federal sai em até 20 dias. Esse é o relógio que manda no canteiro.

O problema não é novo por ali. O desabamento do Conjunto Beira-Mar, em Paulista, matou 14 pessoas em julho de 2023, e o acordo que hoje libera as demolições foi formalizado em junho de 2024.

Quatro cidades coladas, a mesma demolidora

Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes são vizinhas de cerca. Uma demolidora com equipamento próprio atende a série inteira sem depender de carreta de longa distância a cada troca de endereço.

Isso encurta o tempo morto entre um lote e o seguinte. Terreno entregue em Olinda cai na conta da mesma frota que vai abrir serviço em Paulista.

Do bloco no chão à caçamba cheia

Prédio-caixão é alvenaria portante, laje e ferro. Quando desce, vira uma pilha de concreto graúdo misturada com tijolo, madeira de forro e sucata metálica, tudo largado no lote.

E quem tira essa montanha dali? O serviço não acaba na queda: alguém junta a pilha, separa o metal, enche caçamba atrás de caçamba e ainda deixa o terreno nivelado.

Nivelado porque o lote tem destino certo. Pelo acordo, os terrenos dos prédios derrubados passam para o Governo de Pernambuco, que pretende usar as áreas em projetos de habitação social.

Demolição de prédio inteiro não é serviço de carrinho de mão. O entulho sai por peso e por volume, e a medição do contrato anda por etapa concluída.

O que a demolidora precisa ter para pegar o serviço

Tem ainda o depois da queda. Terreno entregue é terreno limpo e nivelado, serviço que consome hora de máquina quando a poeira já baixou.

Empreiteira que corre atrás de equipamento a cada ordem de serviço perde prazo. Prazo pesa na hora de escolher quem leva o endereço seguinte.

O desenho do canteiro se repete de um prédio para o outro. Escavadeira para desmontar e separar, carregadeira para juntar o material e encher a caçamba, caminhão para tirar do lote.

A Volvo CE carrega fama antiga de consumo baixo de combustível, coisa que aparece na planilha de quem roda o dia inteiro. Já a Develon, nome que substituiu a Doosan em 2023, é conhecida pela linha de escavadeiras.

A Bruto Brasil, fabricante nacional, aposta em custo de aquisição menor e em peça de reposição e assistência técnica dentro do país. Componente que não precisa vir de fora encurta a parada da máquina no meio do serviço.

Na faixa de grande volume da fabricante, a BRT30 trabalha com caçamba de 1,8 m³ e capacidade de carga de 3.000 kg, porte compatível com entulho de prédio inteiro.

Comprar equipamento para uma sequência desse tamanho é decisão de patrimônio, não gasto de uma obra só. A máquina segue na empresa depois que o último bloco de Jaboatão for para o chão, em terraplanagem, aterro e limpeza de canteiro.

Máquina alugada chega quando o locador tem disponível. A que é da casa sai no dia em que a demolidora fecha o contrato, e ainda atende obras de construção civil na semana seguinte.

Audiências começam em 31 de agosto

O mutirão de conciliação vai de 31 de agosto a 2 de setembro, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, no bairro do Jiquiá, Zona Oeste do Recife.

Nessa rodada, os donos de unidades nos 55 prédios prioritários confirmam a adesão à segunda fase.

Fechada a rodada, a lista continua. São 650 imóveis vistoriados e considerados inabitáveis na região, e os mesmos 431 edifícios do acordo seguem classificados como de altíssimo risco.

A
Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Leia também