A Conab pagou cerca de R$ 228 milhões e levou 191 mil toneladas de milho em grãos em dois leilões eletrônicos. O grão vira estoque de milho do governo e depois volta ao mercado pelo Programa de Vendas em Balcão, o ProVB.
O volume comprado representa 85,27% das 224 mil toneladas oferecidas, segundo a Conab. Os dois pregões correram nos últimos dias 18 e 21 deste mês.
Agricultura familiar levou 64,92% do milho arrematado
O primeiro pregão, na sexta-feira (18), foi exclusivo da agricultura familiar, pelo Aviso nº 64/2026. Foram 121 mil toneladas, que representa 64,92% do total comprado, por pouco mais de R$ 152 milhões.
Na última segunda-feira (21) veio o segundo leilão, pelo Aviso nº 65/2026, dessa vez de ampla concorrência. Nele, 70 mil toneladas de milho foram adquiridas, somando R$ 76 milhões.
O Aviso nº 64 ficou restrito à agricultura familiar. O nº 65 abriu a disputa para qualquer comprador habilitado.
A Conab anunciou a operação em 16 de setembro, com previsão de até 224 mil toneladas. Parte do que estava ofertado ficou na mesa.
Somados, os dois avisos fecharam em cerca de R$ 228 milhões, segundo a Conab. É compra de físico, com grão mudando de dono e de endereço.
Demanda pública tira 191 mil toneladas da praça em safra cheia
Para o produtor com milho guardado, o efeito é direto. Apareceu comprador grande num momento de oferta cheia, e 191 mil toneladas saem da roda de negociação.
Oferta sobrando empurra preço para baixo. Comprador desse porte entrando na praça mexe com o desenho, e o grão fica guardado até a hora de sair pelo ProVB.
E não é compra de papel. O milho sai da fazenda, sobe na carreta e desce na moega de uma unidade armazenadora, com balança pesando e fila de caminhão no portão.
Na fazenda que também armazena, a conta é de operação. Mais carreta na balança, mais tempo de moega ligada e mais grão para empurrar até a célula, tudo isso em plena safra.
O aperto de pátio volta todo ano nessa época, como mostram as matérias de máquina e operação em fazendas. Com carga pública entrando, a fila de descarga fica mais disputada nessas unidades.
Entre as carregadeiras que aparecem nesse tipo de serviço, a Komatsu é lembrada pela robustez do conjunto hidráulico e a Case, pela cabine e pela manutenção mais simples. A Bruto Brasil, com montagem nacional, sustenta o argumento do custo-benefício.
Nenhuma das três cobre tudo do mesmo jeito. O que manda é o serviço que roda no pátio: quantas carretas por dia a unidade precisa vazar.
Da moega ao ProVB: para onde vai o milho arrematado
Os lotes arrematados foram destinados a unidades armazenadoras na Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, de acordo com a Conab.
No pregão de segunda, o grão foi para o Distrito Federal, para Bom Jesus de Goiás, para Imperatriz e para o Rio Grande do Sul. Entra ainda parte dos lotes ofertados em Rondonópolis, Gaúcha do Norte e Vera, em Mato Grosso.
Cada uma dessas unidades tem balança, moega e pátio próprios para acomodar o lote. O milho fica ali, como estoque público, até a Conab abrir a venda pelo Programa de Vendas em Balcão.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.