Uma em cada cinco lojas de material de construção cresceu no primeiro semestre, e o motivo mais citado foi o que elas fizeram dentro de casa. É o que mostra o levantamento do Instituto de Pesquisas Anamaco divulgado em 3 de setembro.
No conjunto, 51% fecharam o semestre com faturamento parecido com o do mesmo período de 2025. Para 29% dos lojistas ouvidos, o resultado foi pior.
O IBGE mostra o outro lado da mesma conta. De janeiro a junho, o volume de vendas do varejo de material de construção caiu 0,8%, enquanto a receita nominal subiu 3,1%.
Saiu menos material pela porta e entrou mais dinheiro no caixa. A receita subiu por reajuste de preço, com o volume andando para trás.
Os números do mês
51% das lojas com faturamento estável no 1º semestre; 29% viram piora e 20%, melhora (Instituto de Pesquisas Anamaco)
Volume de vendas do varejo de material de construção: queda de 0,8% de janeiro a junho (IBGE)
Receita nominal do setor no mesmo período: alta de 3,1% (IBGE)
No estado de São Paulo, a queda do semestre chegou a 4,9% (IBGE, em levantamento do Sincomavi)
Em São Paulo a conta doeu mais. Segundo o Sincomavi, com base na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, as vendas do setor no estado recuaram 4,9% no semestre, contra 0,8% no país inteiro.
O porte da loja pesou no resultado. Entre os depósitos com até quatro funcionários, 66% relataram estabilidade; o maior crescimento apareceu nas empresas com mais de 99 funcionários.
A geografia também. No Sul, 27% das lojas apontaram melhora, a maior fatia do país; no Sudeste, 35% viram piora.
Quem cresceu foi atrás
Entre quem melhorou, 29% creditaram o avanço a ações da própria loja, como promoção, mix novo e ajuste de preço. Outros 25% apontaram o aumento de obras na região.
“Os dados mostram que o primeiro semestre exigiu atenção redobrada à gestão”, disse Katia Ratnieks, coordenadora do Instituto de Pesquisas Anamaco. Do lado de quem perdeu faturamento, 46% apontaram o cenário econômico, 42% as medidas políticas e 17% os custos.
Por segmento, o material elétrico foi o que mais viu melhora, com 26% das lojas relatando alta. No outro extremo ficaram os revestimentos cerâmicos, com 41% de piora.
A leitura vem do Bustracking do instituto, com 600 entrevistas em lojas das cinco regiões do país feitas em agosto. O dado conversa com a Pesquisa Anamaco 2026, que ouviu 2.007 lojistas entre janeiro e maio.
Nas lojas e depósitos que vendem areia, brita e cimento, o que separou quem avançou de quem recuou foi ação dentro de casa. Atendimento rápido e carga na hora, com o caminhão do cliente saindo sem esperar.
O que trava o pátio de um depósito
Aí entra a máquina. Com carregadeira própria, o depósito carrega o caminhão de brita e libera o pedreiro em minutos, sem depender da disponibilidade de terceiro.
Numa loja de material de construção o custo se mede em minuto de espera. Cliente que fica no pátio esperando alguém carregar acaba comprando na loja da frente.
Para esse porte de pátio, a Bruto Brasil posiciona a BRT20: 1.800 a 2.000 kg de capacidade de carga, caçamba de 1,0 m³ e 3.750 mm de altura de descarga. Na mesma classe intermediária está a SDLG L956F.
A SDLG chegou ao Brasil pelo preço de entrada e hoje tem rede de assistência espalhada pelo país. A JCB vende versatilidade de implementos e o peso de uma marca presente em quase todo lugar.
A Bruto Brasil entra por outro lado, o do custo de aquisição em pequeno e médio porte.
Para comprar, o FINAME do BNDES financia máquina nova com prazo longo. Vale sentar com o gerente e fazer a conta de quanto tempo a máquina leva pra se pagar no volume que o depósito já movimenta hoje.
O próximo passo cabe nesta semana: cronometre quantas horas por dia o seu pátio gasta carregando areia e brita no braço. Com esse número na mão, dá pra apertar a caneta com o banco e definir a máquina certa antes do movimento do fim de ano.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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