TER · 15 SET 2026
|ASSINAR
Maquinados
⚡ AGORA
Edital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no SulBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMaximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátioOvo subiu, milho subiu mais: caixa de ovos compra o menor volume de grão desde fevereiroUreia cai 12,5% em agosto, e a compra de adubo para a segunda safra volta a andar nas revendasEdital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátioPortos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frotaBR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no SulBR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no AgresteMaximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátioOvo subiu, milho subiu mais: caixa de ovos compra o menor volume de grão desde fevereiroUreia cai 12,5% em agosto, e a compra de adubo para a segunda safra volta a andar nas revendas
Materiais de Construção

Procon-JP acha tinta de R$ 447,90 a R$ 916,00 na mesma cidade e o depósito descobre onde ainda manda no preço

A
André Camargo
· 0 comentários
Procon-JP acha tinta de R$ 447,90 a R$ 916,00 na mesma cidade e o depósito descobre onde ainda manda no preço

R$ 468,10. É a distância entre o menor e o maior preço do mesmo galão de tinta branca alto brilho Coral de 18 litros em João Pessoa, no levantamento que o Procon-JP divulgou em 27 de agosto.

Mesmo produto, mesma marca, mesma cidade, de R$ 447,90 a R$ 916,00. A variação chega a 104,51%.

A pesquisa passou por sete estabelecimentos e anotou 216 itens, de areia e brita a cimento, ferro, telha, tijolo e verniz. Está tudo na tabela, aberta, com o nome de cada loja ao lado do preço.

E a maior variação percentual nem ficou na tinta. Ficou na cola para pisos de 15 litros, de R$ 12,00 a R$ 34,00, uma diferença de 183,33%.

O rebocal de 20 kg apareceu de R$ 14,00 a R$ 36,90, variação de 163,57%. O solvente aguarrás de 5 litros foi de R$ 115,00 a R$ 269,90.

O item de marca virou preço público e a margem correu para o material a granel

Tinta com marca na lata tem código de barras, ficha de produto e preço listado na internet. O cliente confere no celular antes de sair de casa e agora chega no balcão com a tabela do Procon impressa.

Nesse tipo de item o depósito não decide mais a margem sozinho. Ele responde a um preço que já está publicado do lado de fora.

Procons de outras capitais publicam levantamentos do mesmo tipo, com o mesmo método. Cimento ensacado, ferro, telha, caixa d'água, tudo que tem marca e código entra nessa lista.

Com areia, brita, cimento em volume e entulho a história é outra. Não existe código de barras em pilha de agregado.

No granel, o preço se defende com composição de custo

Agregado se negocia por metro cúbico entregue, e essa conversa acontece dentro do orçamento. Não existe tabela pública para o cliente abrir no celular e bater linha por linha.

É aí que o depósito descobre se conhece o próprio custo. Quando o cliente pede desconto no volume, a resposta depende de saber quanto custa mover cada metro cúbico dentro de casa.

Combustível, hora de operador, manutenção e o volume efetivamente movimentado no mês. Com esses quatro números na mão, o custo por metro cúbico para de ser palpite e vira conta.

Quando a movimentação vem de fora, o que entra na sua conta é o preço que o outro cobrou. Você repassa um valor que não sabe destrinchar e negocia no escuro.

Orçamento que não se explica perde para o orçamento que se explica. O mesmo cliente que chegou comparando tinta item por item quer entender de onde saiu o valor do metro cúbico de areia.

Quem toca obra e construção civil compra volume grande e pede desconto proporcional. Sustentar esse desconto exige uma composição montada com número medido, não com estimativa de fim de mês.

A carregadeira que fica no pátio do depósito

No mercado brasileiro de carregadeiras, JCB, New Holland Construction e Bruto Brasil aparecem na mesma lista do comprador de pequeno e médio porte.

A JCB é a britânica cujo nome virou sinônimo de retroescavadeira em boa parte do mundo. A New Holland Construction faz parte do grupo CNH e chega ao comprador pela rede de concessionárias que já atende o campo.

A Bruto Brasil fabrica no Brasil e posiciona a linha pelo preço de aquisição. Na família de carregadeiras dela, o modelo mais procurado pelas lojas de material de construção é a BRT20, com caçamba de 1,0 m³.

Caçamba de volume conhecido transforma carga em número contado. Cada ciclo fecha um metro cúbico que entra no orçamento com origem, e no fim do mês o total bate com o que saiu do portão.

Máquina própria também põe o custo de manutenção e o consumo debaixo do seu olho. São dados que você mede, guarda e usa na hora de bater o martelo com um comprador grande.

O que muda no balcão a partir de agora

O levantamento do Procon-JP é um retrato de mercado, e o depósito que ler a tabela com atenção vai perceber que ela cobre só metade do que ele vende.

A metade de fora ainda aceita ser negociada. Só que negociar granel sem saber o próprio custo por metro cúbico é aceitar o número que o cliente propuser.

Com a movimentação dentro de casa, o número existe antes da conversa começar. Você abre a composição, mostra de onde vem cada centavo do metro cúbico e fecha o volume no preço que sustenta.

A
Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Leia também