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Demolição e Entulho

Demolição do Edifício 13 de Maio acaba no Recife e começa a fase que mais cobra máquina: tirar o entulho do terreno

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André Camargo
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Demolição do Edifício 13 de Maio acaba no Recife e começa a fase que mais cobra máquina: tirar o entulho do terreno

Terminou a demolição do antigo Edifício 13 de Maio, no Centro do Recife, na quinta-feira, 15 de outubro, após aproximadamente oito meses de trabalho. Desde então, informa a Folha de Pernambuco, as equipes se concentram na retirada de escombros do terreno, e a destinação da área ainda não está definida.

O prédio tinha 12 pavimentos e foi abandonado antes de ser concluído, na década de 1950, pela imobiliária União, conforme o Diario de Pernambuco.

Ficou desocupado por décadas e era conhecido como o "esqueleto" da Boa Vista. Houve registros de queda de fragmentos da edificação ao longo dos anos e, diante do comprometimento estrutural e da impossibilidade de recuperação, a prefeitura do Recife recorreu à Justiça para demolir.

Alexandre Ramos, de 51 anos, arquiteto e morador do vizinho Edifício União desde 2007, disse à Folha de Pernambuco que os pedidos pela demolição se estenderam por cerca de 15 anos. "A gente vinha solicitando a demolição desse prédio porque víamos pedaços dele caindo, que chegaram a cair e atingir carros aqui."

Antônio Sales Filho, de 70 anos, aposentado e vizinho há quase três décadas, mencionou o excesso de poeira que entrou nas residências durante os trabalhos.

Sem explosivo: o plano de janeiro previa o entulho do alto como rampa

A demolição foi feita sem explosivos. Em resposta à Folha de Pernambuco, a prefeitura do Recife informou que o serviço foi manual nos pavimentos superiores e, do quarto andar ao térreo, com o auxílio de uma escavadeira hidráulica.

Bernardo Dornelas, diretor da construtora Nova Terra, responsável pela demolição, explicou ao Diario de Pernambuco por que o explosivo estava fora de questão: "Nesse tipo de edificação aqui, por ser uma edificação onde você tem muitas, muitas residências no seu entorno, é impossível basicamente fazer uma demolição com explosivos aqui."

O método tem um detalhe que interessa a qualquer empresa de demolição. Pelo que a construtora anunciou, o entulho derrubado no alto não sairia do prédio na hora, e seria ele a levantar o maquinário.

"Se faz necessário uma demolição manual no topo da estrutura, onde todos os entulhos vão ser jogados para a parte inferior da estrutura e vão servir de suporte e de rampa para que nosso maquinário possa subir até o quarto pavimento e iniciar uma demolição mecanizada só daí que ela é feita de forma mais célere, do que a manual", disse Dornelas na coletiva de 6 de janeiro.

Pela rampa de entulho, descrita pela construtora, a máquina chegaria ao quarto pavimento. Esse material está num terreno cercado de residências, no Centro de uma capital, e tem de sair dali.

Em janeiro, a previsão apresentada era de oito meses de processo e R$ 1,6 milhão de custo, segundo a Prefeitura do Recife. No máximo 15 funcionários deveriam trabalhar na demolição.

O que a retirada de escombros cobra num terreno apertado

As interdições de prédios e de trânsito do entorno estavam sendo avaliadas em conjunto com a Defesa Civil do Recife. Esse tipo de restrição muda a logística de qualquer serviço de demolição e movimentação de entulho.

Carregar entulho em terreno apertado é serviço de máquina. O canteiro cobra do equipamento algumas coisas bem específicas nessa fase.

  • Altura de descarga que vença a borda do caminhão no primeiro movimento

  • Manobra curta, com prédios habitados na divisa

  • Rodado trabalhando sobre concreto quebrado e ferragem exposta

  • Equipamento disponível no dia em que o canteiro é liberado

Altura de descarga é o número que manda no carregamento

Na retirada de escombros, o movimento que mais se repete é levantar o material até acima da borda do caminhão. Altura de descarga curta obriga o operador a buscar um ponto rebaixado do terreno ou a trabalhar com menos material por vez.

Na linha da Bruto Brasil, a intermediária de obra BRT20 alcança 3.750 mm de altura de descarga e briga por custo-benefício nacional no porte intermediário.

A JCB sustenta a tradição em retroescavadeira e a versatilidade de implemento, que adapta a mesma máquina a frentes diferentes dentro do mesmo canteiro.

Já a Case chega pela presença consolidada que tem na linha amarela brasileira, um nome familiar ao operador e ao mecânico que atendem a região.

A fase de carregar depende de liberação de terceiros. O dia do trabalho é marcado por fora, e a empresa precisa estar pronta quando ele chega.

Comprar a máquina da faixa certa, em vez de encaixar o serviço na agenda de outra empresa, deixa a prioridade na mão de quem assinou o contrato de demolição.

Alexandre Ramos destacou à Folha de Pernambuco que ainda falta definir a destinação do terreno depois da retirada dos escombros. Até essa definição sair, o endereço no Centro do Recife segue com material no chão e com serviço de máquina pela frente.

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Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

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