●DOM · 1 NOV 2026
|ASSINAR
Maquinados
⚡ AGORA
Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátio•Portos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frota•BR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no Sul•Edital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215•Licitação dos 54 km da MGC-455 é homologada R$ 51,978 milhões abaixo do orçamento do DER-MG•MT crava R$ 104,3 milhões em três contratos e põe 89 km de estrada na fila do canteiro•BR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no Agreste•Maximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátio•Tarifaço dos EUA de até 37,5% muda a conta da serraria: a briga agora é no pátio•Portos do Brasil batem recorde e disparam a corrida por pátio e frota•BR-153: edital de R$ 592,7 milhões volta à rua e aquece a produção de massa asfáltica no Sul•Edital de R$ 96,5 milhões abre disputa para tirar do barro 30 km da MS-215•Licitação dos 54 km da MGC-455 é homologada R$ 51,978 milhões abaixo do orçamento do DER-MG•MT crava R$ 104,3 milhões em três contratos e põe 89 km de estrada na fila do canteiro•BR-232: obra de R$ 236 milhões abre 28,8 km de corte e aterro no Agreste•Maximus vai furar os 100 mil bois pela 1ª vez — e mostra por que confinamento em escala não fecha o trato sem carregadeira dedicada no pátio•
Limpeza Urbana e Prefeituras

Serra (ES) põe 27 caminhões novos na rua e escancara o que separa quem ganha contrato de cidade grande

A
André Camargo
· 0 comentários
Serra (ES) põe 27 caminhões novos na rua e escancara o que separa quem ganha contrato de cidade grande

O caminhão compactador que entrou na rota de bairro da Serra, na Grande Vitória, em 23 de setembro, saiu do pátio zero-quilômetro. São 27 caminhões novos na frota de coleta domiciliar do maior município do Espírito Santo em população, e já fazem parte da rotina das equipes.

A operação é do Consórcio Serra Mais Limpa e cobre 129 bairros, com coleta três vezes por semana conforme a programação de cada região. Do lote, 22 são compactadores de 15 m³ e 5 são de 6 m³.

“Estamos investindo na estrutura para garantir mais eficiência aos serviços de limpeza urbana e melhores condições para que nossas equipes possam trabalhar”, disse o prefeito Weverson Meireles, no site oficial da prefeitura. O valor do investimento não foi divulgado.

Para o dono de empresa de limpeza urbana, a notícia não é o caminhão. É o recado de que contrato de cidade grande se sustenta com frota nova no pátio, não com promessa de mobilização.

Os números da Serra

  • 27 caminhões compactadores novos: 22 unidades de 15 m³ e 5 unidades de 6 m³

  • 129 bairros atendidos, com coleta domiciliar 3 vezes por semana

  • cerca de 159 mil toneladas de resíduos domiciliares recolhidas em 2025, mais cerca de 110 mil toneladas de entulho e volumosos

  • mais de 1.000 contêineres de superfície de 1.000 litros e 6 contêineres subterrâneos de 3.000 litros

Dois portes, duas rotas

Olhe o mix outra vez: 22 caminhões de 15 m³ e 5 de 6 m³. Isso não é sobra de verba, é desenho de rota.

O 15 m³ faz o eixo troncal, a avenida larga, o bairro onde o caminhão enche e segue. O 6 m³ entra na viela e no bairro adensado, onde o grande perde tempo em manobra e volta meio vazio.

Quem entra em edital de capital regional com frota de um só porte paga essa diferença duas vezes. Rende menos por rota e queima mais combustível manobrando.

O mesmo raciocínio vale pra carregadeira. Porte certo pro serviço certo, não a máquina maior que couber no bolso.

Quem carrega a carreta no transbordo

Segundo a Prefeitura da Serra, todo o material recolhido na cidade vai para a Estação de Transbordo de Resíduos da Serra, onde é transferido para carretas maiores rumo à destinação final licenciada. Aí está a parte da conta que quase ninguém coloca na proposta.

São dois estágios de custo, não um: coleta leve até o transbordo, carreta pesada até o aterro. Cada tonelada passa por máquina duas vezes.

E quem empurra o resíduo e carrega a carreta no pátio é a pá-carregadeira. Nenhuma fonte oficial nomeia uma máquina dessas na Serra, mas é o equipamento que a etapa de transbordo exige em qualquer cidade.

Carreta parada esperando máquina de terceiro trava a fila lá atrás, no caminhão que já voltou cheio da rota. Carregadeira própria no pátio é o que mantém essa fila andando.

O que cada marca entrega no pátio

Pátio de transbordo com volume alto pede carregadeira de grande porte. Nessa classe a Volvo CE sustenta estrutura e cabine para turno longo, com a L90; a SDLG entra pelo preço de aquisição mais baixo e pela rede de assistência no interior, com a L968.

A Bruto Brasil é a opção de custo-benefício nacional no mesmo degrau, com a BRT30 de 3.000 kg e caçamba de 1,8 m³ e a BRT35 de 3.500 kg e 2,0 m³.

Qual das três resolve? Depende da conta de cada operação: volume do pátio, turno de trabalho, distância da assistência técnica.

Consórcio ganha o escopo, frota própria ganha a fatia

Escopo de cidade grande raramente cabe numa empresa média sozinha. Na Serra, quem opera é o Consórcio Serra Mais Limpa.

Se a sua empresa é de porte médio, consorciar é a saída competitiva para entrar no edital. E quem chega na mesa com frota própria pesa mais na hora de dividir o escopo.

A exigência de frota varia de edital para edital, e dá pra comparar caso a caso na cobertura de limpeza urbana e prefeituras.

A conta de quem tem a máquina no pátio

Faça a conta como ela aparece no fim do mês. Quem tem a carregadeira no pátio paga a máquina e fica com o bem; quem chama terceiro paga a hora e não fica com nada.

Máquina própria é patrimônio da empresa, não linha de despesa. E ela não falta na segunda de manhã, quando a rota de 129 bairros não espera.

A Serra colocou 27 caminhões na rua, e o resíduo dos 129 bairros vai precisar de carreta carregada no transbordo todo dia. Essa vaga é de quem tem a máquina no pátio, não de quem liga pedindo uma.

A
Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Leia também