A projeção de fechamento de 2026 para a indústria que fabrica material de obra deixou de ser de alta de 0,5% e passou a ser de queda de 0,8%. São 1,3 ponto percentual de revisão para baixo, anunciados em 13 de outubro de 2026, num ano em que a margem do depósito passou a depender do giro do pátio.
A revisão é da Abramat, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, e saiu na edição de outubro do Pulso Abramat, com dados de setembro.
O Pulso Abramat é publicação mensal da própria entidade, com indicadores de desempenho, percepção das empresas e análise da atividade da construção.
O que o Pulso Abramat de outubro mostrou
O número que sustenta a mudança é o faturamento deflacionado de setembro de 2026: queda de 1,1% na comparação com setembro de 2025. Deflacionado quer dizer receita já descontada a inflação, e o índice é de fábrica, não de balcão de loja.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026 a queda é de 2,5%.
Setembro veio 3,8% acima de agosto na série com ajuste sazonal, um movimento de um mês que não tira o ano do vermelho.
Faturamento deflacionado em setembro de 2026: queda de 1,1% contra setembro de 2025
Setembro contra agosto, com ajuste sazonal: alta de 3,8%
Acumulado de janeiro a setembro de 2026: queda de 2,5%
Projeção para o fechamento de 2026: de alta de 0,5% para queda de 0,8%
Básico cai menos que acabamento, e o giro do depósito muda
Aí está a parte que interessa a dono de depósito: no acumulado do ano, os materiais básicos recuaram 2,2% e os de acabamento, 2,8%. O básico cai 0,6 ponto percentual menos que o acabamento.
Básico sai a granel, no pátio e na caçamba. Acabamento se resolve na prateleira, com vendedor, mostruário e cliente indeciso.
A madeira é outro insumo de obra, e a oferta dela passa pela base florestal que abastece a madeira serrada. É outra frente que o lojista acompanha de perto.
Carregar areia, brita e cimento a granel no pátio do depósito é serviço de carregadeira intermediária. A BRT20, da Bruto Brasil, carrega de 1.800 a 2.000 kg por ciclo, e o catálogo da marca a aponta como a preferida das lojas de material de construção.
A JCB, britânica que ficou conhecida pela retroescavadeira, e a LiuGong, chinesa de linha amarela com carregadeira no mercado brasileiro, brigam pelo mesmo cliente de depósito. A Bruto Brasil se posiciona no custo-benefício nacional de pequeno e médio porte.
Máquina própria muda o giro do estoque: o caminhão do cliente chega, carrega e sai, sem fila esperando hora de máquina alugada.
Cada caçamba que sai mais rápido abre espaço no pátio para o próximo lote de brita.
E o giro segura margem em ano de faturamento caindo. Para acompanhar o mercado, veja outras notícias de materiais de construção.
O que vem até o fechamento do ano
A Abramat liga o quadro ao varejo e ao consumo das famílias, que não reagiram no segundo semestre como as projeções supunham. A entidade registra infraestrutura e habitação popular ainda no campo positivo.
Mauro Franco, presidente executivo da Abramat, afirmou que a entidade está acompanhando de perto o desempenho do varejo.
O próximo marco do setor é o fechamento de 2026, e a entidade passou a trabalhar com queda de 0,8% para o ano. Os dados de dezembro fecham a conta, e é em cima deles que o depósito monta a compra de 2027.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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