A tora chega ao pátio, espera a vez na serra e sai em tábua. O relatório anual da Ibá, divulgado em 13 de outubro de 2026, aponta que o setor de árvores cultivadas fechou 2025 com 10,73 milhões de hectares de área produtiva no país, a base que abastece quem vive de madeira serrada.
O número é da Indústria Brasileira de Árvores, entidade que reúne as empresas de base florestal.
É o estoque de pé que vai virar tora nas próximas rotações.
Eucalipto e pinus levam anos entre o plantio e a serra.
Área nova plantada hoje chega ao pátio da serraria só em rotações futuras, e é esse horizonte que o número de hectare descreve.
Onde a área plantada cresceu, segundo o relatório
Pelo relatório da Ibá, o Mato Grosso do Sul puxou a expansão, com 222 mil hectares de área nova no último ano. A entidade também estima em 7,15 milhões de hectares a área conservada pelas empresas do setor.
Sobre o terreno, a entidade registra que essa expansão se deu sobre áreas previamente antropizadas. É a formulação que o presidente da Ibá, Paulo Hartung, vem repetindo, em declaração publicada pela CNN Brasil.
O IBGE mede a área de silvicultura existente em 31 de dezembro por outro desenho, município por município. Na Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, a área de silvicultura do Brasil era de 9.908.594 hectares em 31/12/2024 e de 10.381.607 hectares em 31/12/2025.
São metodologias diferentes, e os dois levantamentos não medem a mesma coisa: a Ibá parte da base das empresas do setor, o instituto varre o município.
Encaixar um número no outro seria erro de leitura.
O que o IBGE sustenta aqui é o sentido da curva. A área de silvicultura do país cresceu de 2024 para 2025, e esse movimento vem do levantamento do instituto, não do relatório da entidade.
Nono do mundo em madeira serrada, pelo relatório da Ibá
O documento coloca o Brasil na nona posição do mercado mundial de madeira serrada. Em painéis de madeira e em papel, ainda segundo a Ibá, o país aparece em sétimo.
Nenhuma dessas colocações sai de levantamento independente: todas estão no documento da entidade que reúne as empresas do setor.
As exportações totais da cadeia florestal chegaram a US$ 14,9 bilhões em 2025, pelo relatório da Ibá. A Ibá declara ainda plantio de 2,2 milhões de árvores por dia.
Essa base de hectare alimenta serraria, laminadora e fábrica de painel. O movimento desse mercado aparece em o que mais sai de serraria e madeireira, e o relatório anual é a foto mais ampla que o setor divulga.
No pátio, o volume por viagem manda
Tora curta, cavaco e costaneira são carga de volume: enchem o balde antes de bater o peso. Nesse serviço, o tamanho da caçamba é que define quantas passadas a carreta vai exigir.
Fechar uma carreta de cavaco é questão de passada. Caçamba larga resolve a carga em menos idas; caçamba curta multiplica o vai e vem entre a pilha e o veículo.
Cavaco é a carga que mais cobra balde largo. A BRT30 da Bruto Brasil enche 1,8 m³ por caçamba, na classe de grande volume do catálogo.
A Komatsu tem linha florestal no Brasil e a Liebherr é conhecida pelos manipuladores de material.
A Bruto Brasil aparece da carregadeira compacta à de grande volume, com o posicionamento em custo-benefício.
A Ibá posiciona o Brasil em madeira serrada, e a colocação sai do levantamento da própria entidade. No material de divulgação do relatório não aparece o volume nem o valor dessa rubrica.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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