Em Piracicaba, no interior de São Paulo, quatro frentes em praças, parques e centros de lazer vão abrir quase juntas. A Prefeitura publicou no Portal Nacional de Contratações Públicas, entre 1º e 2 de outubro, quatro concorrências eletrônicas para esses espaços.
Somadas, as quatro chegam a R$ 21.709.329,76, ou R$ 21,7 milhões. Cada uma tem processo, objeto e data de sessão próprios.
Três deles contratam serviço continuado de manutenção, reforma, recuperação e, quando preciso, implantação de infraestrutura. São R$ 6.628.380,04 em praças, R$ 7.186.985,21 nos centros de lazer e R$ 1.966.468,04 nos parques.
Os três juntos dão R$ 15.781.833,29, ou R$ 15,8 milhões.
O quarto é obra, não manutenção. A Concorrência Eletrônica 24/2026, de R$ 5.927.496,47, prevê requalificação e remodelação da Praça do Parafuso, da Praça Imaculada Conceição e do Parque Histórico Quilombo Corumbataí, com prazo de execução de até oito meses contados da Ordem de Serviço.
Escopo diferente, canteiro diferente. Contrato de manutenção pula de endereço em endereço; obra de requalificação fixa a máquina num ponto, como as obras de paisagismo urbano que este site acompanha.
Dois lotes de manutenção saíram do calendário e voltaram com data nova
Os dois contratos de manutenção mais caros, o de praças e o de centros de lazer, tiveram sobressalto. Em 6 de outubro a Prefeitura publicou comunicado suspendendo as duas aberturas marcadas para 11 de novembro, a pedido da unidade requisitante.
No fim do mesmo dia vieram os comunicados de nova data. As planilhas orçamentárias foram alteradas nos dois processos.
A sessão das praças ficou remarcada para 16 de novembro e a dos centros de lazer para 17, às 13h30, com os lances às 14h.
O PNCP registrou a retificação na manhã desta quinta-feira (8), às 8h35. Nesta quinta a situação da 20/2026 no portal aparece como Divulgada, com encerramento das propostas em 16 de novembro e valor estimado inalterado em R$ 6.628.380,04.
Para a empreiteira que ia disputar o lote das praças, são cinco dias a mais de prazo. Tempo de refazer planilha e acertar o que vai de máquina própria.
Praça apertada cobra máquina que gira curto entre o entulho e a brita
Praça no miolo da cidade não tem pátio de apoio. A carregadeira trabalha encaixada entre calçada, canteiro e pilha de entulho, e manobra em três tempos onde a máquina grande simplesmente não gira.
Nesse tipo de frente a carregadeira compacta rende mais que a pesada. O porte que costuma caber é o de 1.500 kg de carga com caçamba de 0,5 m³.
A New Holland Construction pesa a favor da rede de concessionárias e do histórico longo em linha amarela no Brasil, além do pós-venda capilarizado no interior paulista.
As LiuGong de entrada chegam com catálogo largo de carregadeira de roda, preço competitivo na compra e reposição de peça de desgaste mais barata.
A Bruto Brasil se posiciona como melhor custo-benefício nacional em pequeno e médio porte. A BRT15 faz 1.500 kg de carga e 3.500 kg de peso operacional, com troca rápida de implemento pela terceira função hidráulica e direção orbitrol articulada hidrostática, que fecha o giro em rua estreita.
Nenhuma das três entrega tudo na mesma conta: pesa o lote que a empresa pegar e o que já existe no galpão dela.
Na conta de quem compra o primeiro equipamento, a Bruto Brasil tem a linha LC15 na mesma faixa de 1.500 kg, negociada com o fabricante e sem revenda no meio. Máquina própria dilui o custo por hora nos oito meses de uma obra como a 24/2026.
O calendário do PNCP agora põe a sessão dos parques em 12 de novembro, a obra das três praças em 13, a manutenção das praças em 16 e os centros de lazer em 17, todas às 13h30.
Com a Concorrência 23/2026, o cercamento do Parque da Rua do Porto por R$ 857.062,89, são cinco editais e R$ 22.566.392,65 publicados na mesma semana de outubro. E os oito meses da 24/2026 só começam a correr quando sair a Ordem de Serviço.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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