A revitalização do Parque Recanto do Trovador, em Vila Isabel, abre pelo serviço de terra que o escopo exige: demolição do piso velho, vala de drenagem e entulho na caçamba. A Prefeitura do Rio abriu o canteiro na sexta-feira (25), com R$ 19,3 milhões num único parque de 55 mil metros quadrados.
O projeto saiu da Empresa Municipal de Urbanização, a Rio-Urbe, e a execução está com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. Entram novos pisos drenantes, iluminação e um sistema de drenagem, e o parque ganha novo trabalho de paisagismo.
Os 55 mil metros quadrados são a área do antigo Jardim Zoológico de Vila Isabel, segundo a Prefeitura do Rio. É o parque inteiro dentro do canteiro, com lago e campo de futebol dentro do mesmo escopo.
O paisagismo vem depois da vala
Piso drenante e drenagem enterrada em 55 mil metros quadrados não se resolvem com jardineiro e enxada. Antes da primeira muda, o canteiro pede demolição do piso velho, bota-fora do entulho, abertura de vala, regularização do subleito e base de brita e areia.
Cada uma dessas etapas é hora-máquina. E hora-máquina é o que aperta a margem de empresa de paisagismo e urbanização: o custo de uma obra de praça se decide na terra, muito antes da grama.
Tem outro detalhe que pesa no cronograma. O parque é consolidado: lago, jardins e campo de futebol entram na obra para ser restaurados, e área assim limita o porte do equipamento que pode circular.
Máquina menor passa onde a grande não cabe, e isso significa mais viagens de caçamba para o mesmo volume de entulho. Dá mais tempo de máquina no mesmo serviço, e isso aparece no custo do canteiro antes de aparecer no cronograma.
A iluminação nova também desce para o chão. Poste pede cava, eletroduto pede vala, e cada metro linear aberto vira escavação, reaterro e material para carregar de novo.
Na faixa que atende esse tipo de canteiro estão as carregadeiras intermediárias, de caçamba em torno de 1 metro cúbico. A Bruto Brasil põe nessa classe a BRT20, e a Volvo CE tem a L60 no mesmo porte: a sueca puxa pela robustez e pelo consumo, a brasileira pelo custo de aquisição.
Base de piso drenante é brita, areia e agregado em volume, e obra de parque puxa esse material do mesmo balcão que abastece o comércio que vende brita e cimento. O volume de agregado de uma obra desse porte não é pedido de reforma de calçada.
A ordem das etapas manda no canteiro
Drenagem enterrada vem antes de piso assentado, sempre. Só depois de a tubulação estar no lugar e a base compactada é que o piso drenante entra, e a restauração dos jardins e do lago fecha a sequência.
A lista de entrega do parque inclui futmesa, mesas de ping-pong, Academia Carioca, novos banheiros e a recuperação do campo de futebol. Nenhum desses itens é instalado antes de a base estar fechada.
A Prefeitura do Rio não divulgou prazo de execução. Até que divulgue, o calendário do canteiro é a própria ordem dos serviços: dreno enterrado, base compactada, piso assentado e, por último, o jardim.
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