A Prefeitura de Campo Grande publicou no Diogrande um edital de paisagismo de R$ 536,1 mil para revitalizar a Praça do Preto Velho, no Jardim Paulista. Para quem toca empresa de paisagismo, o número importa menos que o formato: é contrato pequeno, de execução curta, do tipo que se repete no calendário de qualquer prefeitura.
O que a Prefeitura de Campo Grande pediu na Praça do Preto Velho
O escopo está descrito no documento: paisagismo, calçadas, rampas de acessibilidade e plantio de ipês. Segundo a Prefeitura de Campo Grande, a execução vai de 30 a 60 dias.
São dois meses no limite. Um canteiro desse tamanho não comporta espera por máquina de terceiro nem serviço remarcado por indisponibilidade de equipamento.
O edital saiu na terça-feira, 22 de setembro, e o Correio do Estado noticiou a abertura da licitação. Praça de bairro é canteiro de pouco espaço, do tipo que pede máquina de porte menor.
E o trabalho em si é leve. Remoção de entulho, nivelamento do terreno, acerto de greide e abertura de vala para assentar calçada e rampa cabem numa carregadeira compacta.
No RS, Porto Alegre licita obra e Caxias do Sul abre concurso
No dia 24 de setembro, a Prefeitura de Porto Alegre publicou o edital de obras do Parque Linear Sustentável do Sarandi. A obra sai sobre um trecho do dique reconstruído depois da enchente de 2024, com orçamento de R$ 1.410.584,00.
São 2.800 m² de área de urbanização e cerca de 250 metros de extensão. A execução está prevista em oito meses a partir de novembro de 2026.
Drenagem e paisagismo no mesmo contrato já apareceram em obra bem maior, como o parque inundável de Camboriú. Muda a escala, não muda o serviço que roda no chão.
No mesmo dia, Caxias do Sul lançou concurso nacional de arquitetura, urbanismo e paisagismo para requalificar os 5 km da Avenida Júlio de Castilhos. O contrato de projeto executivo é de R$ 676.285,11, com inscrições até 28 de outubro e entrega de propostas até 23 de novembro.
Atenção: Caxias abriu concurso de projeto, não licitação de obra. A obra da avenida ainda não foi licitada, e o que existe ali hoje é prazo de prancheta, não de canteiro.
Mas o recado das três cidades é o mesmo. Obra de urbanização entrou no orçamento municipal como serviço recorrente, e quem atendeu um chamado desses já conhece o desenho do próximo.
A carregadeira compacta que esse canteiro pede
A classe que atende esse tipo de obra é a carregadeira compacta. É máquina que entra em rua estreita de bairro, carrega caminhão de entulho e acerta o terreno antes do plantio.
Vala para rampa de acessibilidade é serviço de precisão, não de força. A carregadeira faz o corte, tira o material e deixa o meio-fio pronto para o assentamento sem chamar equipamento maior.
No mercado nacional, a Bruto Brasil atende essa faixa com a BRT15, de 1.500 kg de carga e caçamba de meio metro cúbico, no custo-benefício de fabricação brasileira. A SDLG disputa a mesma faixa com preço de entrada competitivo e assistência espalhada pelo país.
Já a JCB chega com rede consolidada e tradição longa em máquina compacta de obra urbana. Nenhuma das três resolve tudo: o que decide é o tipo de canteiro que a empresa atende com mais frequência.
Quem trabalha só com mão de obra e subcontrata o movimento de terra entrega uma fatia do contrato antes mesmo de começar. Em obra de 30 a 60 dias, o prazo também fica na mão de outro.
E o valor da carregadeira não fica pendurado num contrato só. Ele se reparte entre a praça de hoje e os chamados que vierem depois, dentro e fora do município.
Numa sequência dessas, o que interessa é quantos editais a máquina precisa atender antes de virar patrimônio pago. A cada chamado vencido sem subcontratar, esse número cai.
Em Campo Grande, as propostas para a Praça do Preto Velho vão até 07 de outubro. Em Porto Alegre, o edital do Sarandi recebe propostas até 09 de outubro, dois dias depois.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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