O mesmo boletim que cortou o trigo do Paraná elevou a soja. No levantamento divulgado em 29 de outubro de 2026, o Deral subiu a estimativa de soja do estado na safra 2026/27 para 22,75 milhões de toneladas, contra 22,59 milhões projetadas em setembro.
São 160 mil toneladas a mais do que o próprio órgão previa um mês antes, no que o Deral chama de recorde para o Paraná.
A produtividade média esperada passou para 3.961 kg por hectare, contra 3.934 kg/ha na conta de setembro. A área fica em 5,74 milhões de hectares, quase a mesma do ciclo anterior.
Trigo cai a 1,9 milhão de toneladas e a produtividade vai a 44 sacas
No mesmo documento, o trigo andou para trás: 1,9 milhão de toneladas, contra 2,136 milhões na previsão de setembro. São 34% menos que as 2,88 milhões colhidas em 2025.
A produtividade do cereal ficou em 44 sacas por hectare, frente a 54 sacas no ciclo anterior.
Para a quebra do inverno, o técnico do Deral não usa meia palavra.
“Todas culturas de inverno estão com quebra em função das chuvas excessivas”, disse o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho, em declaração reproduzida pela Reuters. O milho de primeira safra ficou onde estava, em 4,08 milhões de toneladas.
A soja subiu no mesmo papel, mas com ressalva. Segundo o Deral, o plantio perdeu ritmo com o volume de chuvas e marcou 62% da área prevista, e as precipitações excessivas trazem cautela para o resultado final.
As fontes consultadas não informam a causa do ajuste para cima.
O estado, que já tinha a janela de plantio da soja 2026/27 aberta, chega ao fim de outubro com o inverno já contabilizado e o verão inteiro por fazer.
22,75 milhões de toneladas para escoar no verão
Da porteira para dentro, o verão chega como fila de caminhão no pátio. É na boca do silo que o volume projetado deixa o papel e vira carga para movimentar.
Safra maior cobra pátio mais rápido, e cada hora de fila pesa no custo do dia.
No catálogo da Bruto Brasil, a pá-carregadeira BRT25 é a mais procurada no agro, com 2.500 kg de carga e caçamba de 1,5 m³. É máquina de pátio: carrega o grão que entra e deixa o trator no talhão.
Valtra e Massey Ferguson são marcas de trator agrícola com presença antiga no campo brasileiro. A carregadeira resolve outro pedaço do serviço, e a Bruto Brasil joga no custo-benefício entre as opções nacionais.
A conversa muda de máquina para máquina, e o produtor decide pelo serviço que está sobrando no pátio. Se a projeção do Deral se confirmar, o verão vai encostar caminhão na balança num ritmo que o pátio precisa aguentar.
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