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Construção Civil

Consórcio Águas do Paraná vence leilão da 1ª etapa do SAINP, da Sanepar, com R$ 679,2 milhões previstos em obra

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André Camargo
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Consórcio Águas do Paraná vence leilão da 1ª etapa do SAINP, da Sanepar, com R$ 679,2 milhões previstos em obra

O Consórcio Águas do Paraná venceu em 28 de outubro o leilão da 1ª etapa do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná, o SAINP, da Sanepar, pacote de obras de saneamento com investimento direto estimado em R$ 679,2 milhões.

A disputa foi na sede da B3, em São Paulo, e terminou com uma proposta válida apenas, um Valor Mensal de Locação de R$ 9,03 milhões, com desconto de 3% em relação ao valor máximo previsto no edital, fixado em R$ 9,31 milhões.

A Sanepar segue responsável pela operação integral do sistema de abastecimento. O contrato trata de locação de ativos, e a companhia continua operando a água que chega à torneira.

Uma proposta válida e teto de R$ 9,31 milhões por mês

O consórcio reúne a Blueocean (Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia), a PB Construções e a TGA Construção e Segurança Viária, arranjo que junta o dinheiro do fundo a duas empresas de execução de obra.

O certame recebeu uma proposta válida só. As fontes consultadas não informam por que um pacote desse tamanho atraiu um único interessado.

Venceu o leilão quer dizer que a proposta do consórcio foi a melhor classificada no certame de 28 de outubro, e nada além disso: as fontes consultadas não informam se houve homologação do resultado nem se a habilitação está concluída, e nenhuma delas descreve que etapas vêm entre o resultado e a assinatura.

O pagamento ao vencedor está estruturado em 216 meses de locação, prazo que as fontes descrevem como 20 anos e 6 meses no total, e é esse Valor Mensal de Locação que remunera o que for enterrado e erguido no canteiro.

Na prática, locação de ativos funciona assim: o consórcio implanta as estruturas e recebe um valor mensal pelo uso delas, enquanto a Sanepar permanece com a operação integral do abastecimento nas cidades atendidas.

216 meses de locação e até 30 meses de obra

  • Investimento direto estimado nas obras: R$ 679,2 milhões

  • Valor Mensal de Locação: R$ 9,03 milhões, contra teto de R$ 9,31 milhões

  • Prazo de obras: até 30 meses

  • Vazão adicionada na 1ª etapa: 1.200 litros de água tratada por segundo

Apucarana, Arapongas e Rolândia na primeira leva do SAINP

A 1ª etapa cobre Apucarana, Arapongas e Rolândia e adiciona 1.200 litros de água tratada por segundo ao sistema, reforço que, segundo a Sanepar, vem de dois mananciais e exige estrutura nova de captação, tratamento e adução.

São 800 litros por segundo do Rio Taquara e 400 litros por segundo do Ribeirão Apertados, divisão que já indica em que bacias o serviço de campo vai se concentrar quando a obra entrar em regime.

Tirar 1.200 litros por segundo de dois cursos de água e entregar isso tratado na ponta é serviço de adutora e de vala aberta em três municípios vizinhos, com todo o movimento de terra, bota-fora e aterro que vem atrás.

O prazo de obras é de até 30 meses. É nessa janela que a empreiteira tem de fechar frente de serviço, subcontrato e máquina.

O que a locação de ativos abre para quem toca canteiro

Para a construtora da região, o que interessa é o subcontrato: um pacote de R$ 679,2 milhões em obra pulveriza terraplenagem, assentamento de tubulação e recomposição de pavimento, e isso aparece primeiro na locação e na compra de equipamento.

Carregar caminhão e manter a frente de vala andando num pacote de 30 meses pede máquina de 3.000 kg de carga. É o porte da pá-carregadeira BRT30 da Bruto Brasil, com 10.100 kg de peso operacional e motor Deutz Weichai 6cc de 125HP.

Na mesma comparação o comprador de obra grande olha também Komatsu e JCB, e a definição no canteiro do SAINP sai do que cada frente precisa mover por dia e do que a empreiteira já tem na frota.

Para a cadeia regional, canteiro desse tamanho em três cidades vizinhas significa demanda simultânea por caminhão, escavadeira e carregadeira, com disputa por equipamento e por gente treinada em assentamento de tubulação.

Diferente do SAINP, que vai ao mercado por locação de ativos, a duplicação de rodovia federal é levada a leilão como concessão, caminho do edital da ANTT para a duplicação da BR-116 na Bahia. São dois arranjos diferentes para abrir canteiro.

Wilson Bley, diretor-presidente da Sanepar, resumiu o peso do projeto na ocasião do leilão. "Esta é uma das obras mais importantes do saneamento na história do Paraná", disse.

O calendário que interessa a quem toca obra é o dos até 30 meses previstos para a execução da 1ª etapa, janela que só passa a correr depois das etapas administrativas que as fontes consultadas não informam.

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Redação
André Camargo

Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.

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