A proposta vencedora da licitação para reformar o estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, saiu por R$ 17.821.250,00 — R$ 53.695,95 abaixo do orçamento do Estado, um desconto de 0,30%. O menor lance foi apresentado na sessão de 5 de outubro de 2026 pela Alcance Engenharia e Construção, de Teófilo Otoni (MG).
Para o empresário que disputa obra pública de edificação, o tamanho do contrato conta menos que a margem de desconto. A Agesul havia orçado a requalificação estrutural em R$ 17.874.945,95, e a vencedora entrou praticamente no preço-base.
Dois lances separados por R$ 17.875,00
A segunda colocada ofereceu R$ 17.839.125,00, segundo o Correio do Estado. A diferença entre o primeiro e o segundo lance foi de R$ 17.875,00, ou 0,10% do valor da obra.
As duas concorrentes entraram na sessão com proposta no valor exato do orçamento do Estado, e o agente da licitação pediu que melhorassem o preço, segundo o Correio do Estado. Os 0,30% de desconto saíram daí, não de disputa aberta entre muitos licitantes.
Com dois licitantes e lance inicial no preço-base, o desconto final ficou em 0,30%. A planilha própria tem de estar fechada antes da sessão, porque a margem se decide em décimos de ponto.
Antes de fechar planilha, compensa olhar o custo da obra por metro quadrado em agosto de 2026, que dá o parâmetro de material e de mão de obra usado nesse tipo de cálculo.
Seis meses para estrutura, subestação e rede de incêndio
O escopo divulgado por A Crítica reparte o serviço em três frentes. Estrutura e acessibilidade levam R$ 9.358.008,02, com rampas, escadas, guarda-corpos, portas corta-fogo e adaptações para pessoas com deficiência.
Energia e proteção elétrica somam R$ 5.336.656,31, com nova subestação e adequação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas. Rede hidráulica e combate a incêndio ficam em R$ 783.561,18, com reservatório elevado e casa de bombas.
As três frentes somam R$ 15.478.225,51, cerca de 86,9% do valor da proposta. O restante inclui reformas em cabines de transmissão e na área de imprensa, sem valor divulgado item por item.
A substituição total do gramado e a irrigação automática ficaram fora desta licitação: são custeadas pela CBF, em aporte de R$ 1,8 milhão, segundo A Crítica.
O prazo de até seis meses em edital é o dado mais duro para quem vai executar. Estádio fechado há quatro anos pede demolição seletiva, remoção de entulho e caçamba girando desde a primeira semana de canteiro, com frente de serviço mobilizada rápido.
A fase de lances reuniu duas empresas, pelo critério de menor preço. Outras duas concorrentes foram inabilitadas por não entregar documento obrigatório e proposta inicial no prazo do edital, segundo o Correio do Estado.
A concorrência é conduzida pela Agesul, agência ligada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, e prevê serviços de engenharia para a adequação e requalificação funcional do estádio.
Segundo o Correio do Estado, a vencedora ainda tinha até as 14h de 6 de outubro de 2026 para readequar a proposta e apresentar as planilhas detalhadas, sob pena de desclassificação.
A Agesul ainda tem de homologar a licitação e assinar o contrato — até as publicações de 6 de outubro de 2026, nenhum dos dois passos havia saído. Assinado o contrato, o prazo de seis meses do edital começa a correr e o canteiro precisa estar montado na primeira semana.
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