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México reconhece regionalização sanitária e deixa a trava mexicana da carne de aves só em Santa Catarina

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André Camargo
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México reconhece regionalização sanitária e deixa a trava mexicana da carne de aves só em Santa Catarina

Em 30 de outubro, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que o México passou a reconhecer a regionalização sanitária para a doença de Newcastle. Com isso, a restrição mexicana às importações de carne de aves do Brasil fica limitada ao estado de Santa Catarina.

A nota saiu às 15h41 e preserva os embarques das demais unidades da Federação habilitadas. O texto não traz número nem informa quando a decisão passa a valer.

Para o galpão fora de Santa Catarina, isso muda a fila de carga da semana.

O integrado com lote pronto volta a programar abate sabendo que o México já reconheceu a regionalização, e o pátio de ração gira com previsão. Do lado de dentro da área de restrição, quem manda no calendário de alojamento é o vazio sanitário.

Somada entrada por entrada, a lista do Mapa tinha 37 itens

Dois dias antes, em 28 de outubro, o Mapa publicou a relação das restrições abertas depois do foco em Santa Catarina. A lista, somada entrada por entrada, reúne 37 restrições: a União Europeia e a União Econômica Eurasiática aparecem cada uma como uma entrada só.

Dessas, 27 valem apenas para a área de restrição, formada pelos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Outras 7 alcançam todo o estado de Santa Catarina: China, Chile, Peru, Turquia, União Econômica Eurasiática, Paraguai e Uzbequistão.

Pela lista do Mapa de 28 de outubro, três países suspendiam compras de todo o Brasil: Uruguai, México e Malásia. Com a decisão mexicana de 30 de outubro, restam dois nessa faixa — Uruguai e Malásia.

As fontes consultadas não informam prazo nem condição para a restrição a Santa Catarina ser retirada.

Mapa estima em US$ 954 milhões por ano as perdas evitadas

Na nota de 28 de outubro, o ministério afirma que o reconhecimento da regionalização sanitária evitou perdas potenciais de aproximadamente US$ 954 milhões por ano. É estimativa do próprio Mapa, montada com base nas exportações brasileiras de 2025.

O cálculo põe lado a lado um cenário hipotético, em que os países aplicassem em 2026 as mesmas restrições de 2024, e as medidas efetivamente aplicadas depois das negociações internacionais. Nenhum desses valores é receita realizada.

Dentro da estimativa, o ministério abre três destinos: a China responde por cerca de US$ 485 milhões, a Arábia Saudita por aproximadamente US$ 293 milhões e a Argentina por cerca de US$ 57 milhões.

São os destinos que a nota detalha.

Com o reconhecimento mexicano, o gargalo volta a ser o movimento dentro do pátio de ração.

Quem carrega milho e farelo todo dia sabe o que custa depender de carregadeira emprestada na hora do pico. A pá-carregadeira BRT25, da Bruto Brasil, leva 2.500 kg de carga, pesa 8.500 kg em operação, descarrega a 4.100 mm de altura e usa motor Deutz Weichai 6cc de 125HP.

Na faixa de carregadeira média, New Holland e LiuGong disputam o mesmo cliente de granja e de cooperativa. A Bruto Brasil se posiciona nessa prateleira como melhor custo-benefício nacional em pequeno e médio porte, e quem fecha olha disponibilidade e assistência antes do preço.

Em 28 de outubro, a lista do Mapa ainda trazia o México entre os três países que barravam todo o Brasil. A negociação anda destino por destino, como na análise europeia sobre a carne de frango brasileira, e cada destino vale um pedaço da pauta de embarque.

Dentro da área de restrição, a trava é sanitária antes de ser comercial. A emergência zoossanitária declarada pelo Mapa corre por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

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Redação
André Camargo

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