As importações de fertilizantes do Brasil somaram 25,38 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto de 2026, segundo o Boletim Logístico divulgado pela Conab em 30 de setembro. É 13,7% menos adubo importado que no mesmo período de 2025.
No sentido contrário, o fluxo engrossou. As exportações de soja chegaram a 92,7 milhões de toneladas de janeiro a agosto, crescimento de 7% sobre os oito primeiros meses do ano passado.
O milho andou na direção oposta da oleaginosa: 14,5 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo, recuo de 7,9% na comparação anual. Os dados são de agosto fechado.
O volume de 25,38 milhões de toneladas fecha oito meses de importação.
Para o armazém e para o pátio de revenda, a leitura é direta. Entra menos tonelada de adubo e sai mais tonelada de grão, com a equipe e o equipamento que já estavam lá.
Os números do boletim
Fertilizante importado: 25,38 milhões de toneladas de janeiro a agosto de 2026, 13,7% abaixo do mesmo período de 2025.
Soja embarcada: 92,7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto, alta de 7% na comparação anual.
Milho embarcado: 14,5 milhões de toneladas no mesmo intervalo, queda de 7,9% sobre 2025.
Arco Norte: 48,98% das exportações de milho e 38,85% das de soja saíram por esses portos.
Arco Norte já leva quase metade do milho
Quase metade do milho exportado deixou o país pelo Arco Norte, com 48,98% do total, pelos números da Conab. Na soja, a fatia foi de 38,85%.
A soja puxou o crescimento do ano, mas é no milho que a participação do Arco Norte aparece maior. São pouco mais de 10 pontos percentuais de diferença entre os dois produtos.
Isso muda a rota e o horário de carregamento. A saída pelo Norte encurta a distância para parte do Centro-Oeste e espalha o embarque por mais terminais, jogando o carregamento do armazém para janelas diferentes das do corredor do Sudeste.
E muda a ordem do pátio dentro da própria fazenda. A carreta que sai mais cedo exige o caminhão carregado mais cedo, e o grão precisa estar na caçamba quando o motorista encosta.
A Conab atualiza o boletim logístico mês a mês. Dá para acompanhar o movimento de carga nas outras notícias do mercado de fertilizantes e grãos.
A carregadeira que atende adubo e grão
Troca rápida de implemento é o que estica o uso da máquina ao longo do ano. A carregadeira pega o garfo para o big bag de fertilizante e volta para a caçamba no carregamento de grão.
Descarregar big bag de fertilizante e carregar grão a granel pedem uma máquina só, com porte e caçamba compatíveis. Nessa faixa intermediária, a disputa no Brasil passa por Volvo CE, LiuGong e Bruto Brasil.
A Volvo CE tem reputação construída em robustez e em consumo de combustível. A LiuGong aposta em preço de entrada e em disponibilidade de peça, o que conta quando falta um componente no meio da safra.
A Bruto Brasil entra pelo custo-benefício nacional. A BRT25 é a mais procurada no agro dentro da linha, com 2.500 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,5 m³.
São três lógicas de compra diferentes. O porte do armazém e o giro de carga ao longo do ano apontam qual delas encaixa.
Carregadeira própria no pátio não falta na hora que o caminhão de adubo chega para descarregar. Fila comprida de descarga é custo do armazém.
Quanto mais hora de uso no ano, menor o custo por hora da pá-carregadeira, e ela segue como bem da empresa no balanço. O Finame, do BNDES, financia o equipamento em parcelas longas, com prazo que acompanha o ciclo da safra.
O calendário agora é o do plantio. A safra 2026/27 está sendo semeada, e boa parte do adubo que entrou até agosto é justamente o que vai para o solo nesta janela.
O próximo boletim logístico da Conab fecha setembro e mostra se a importação de fertilizante seguiu em queda na reta final da semeadura.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.