A saca de milho em grão fechou segunda-feira (5) a R$ 67,26 no Indicador do Milho apurado pelo CEPEA na praça de Campinas (SP), em saca de 60 kg. Foi queda de 1,85% em um único dia e de 2,05% no acumulado de outubro.
Para o confinamento e para a leiteria que ainda vão fechar o grão da ração, o número muda o preço da próxima compra. O indicador serve de referência de mercado, e o preço de porteira varia por região, com frete e disponibilidade local pesando na ponta.
E a queda não veio de um pregão só. O indicador passou por R$ 68,67 em 30 de setembro e por R$ 68,53 em 2 de outubro antes de chegar aos R$ 67,26 de segunda.
Os números do recuo
Indicador do milho em 05/10/2026: R$ 67,26 por saca de 60 kg, com baixa de 1,85% no dia
Indicador do milho em 28/09/2026: R$ 69,48 por saca, ou R$ 2,22 acima do fechamento de segunda
Contrato de novembro/2026 na B3 em 05/10: R$ 70,55 por saca, com baixa de 1,52% no dia
O mesmo vencimento de novembro no início de setembro: negociado acima de R$ 78,00 por saca
Na B3, o vencimento de novembro caiu mais rápido que o à vista
Os dois números não são a mesma coisa. R$ 67,26 é o indicador à vista apurado em Campinas; R$ 70,55 é o contrato futuro de novembro negociado na B3, com liquidação mais à frente.
Em 28 de setembro, o vencimento de novembro estava a R$ 74,44 na B3. Caiu para R$ 71,67 em 2 de outubro e fechou segunda a R$ 70,55.
O resto da curva seguia mais alto: janeiro de 2027 fechou a R$ 75,12, com baixa de 1,55%, e março de 2027 a R$ 78,07. O desconto está no curto prazo.
O Farmnews registra que, em 2 de outubro, o indicador estava no menor nível desde o fim de agosto. Para explicar o recuo, o site lista maior disponibilidade da segunda safra 2025/26 em colheita, demanda compradora cautelosa, ritmo menos intenso das exportações e pressão dos contratos futuros.
São poucos pregões de baixa, e poucos pregões não desenham tendência. O que está na mesa é um fato datado.
Caçamba de 1,5 m³ é viagem a menos no pátio do silo
Grão mais barato em outubro é oportunidade para o pecuarista que ainda vai fechar a ração do confinamento. E grão comprado é grão que chega, descarrega, empilha e volta pro cocho.
Esse vaivém é trabalho de carregadeira, e o que decide o tempo do trato é a capacidade da caçamba: quantas idas e voltas a máquina faz para mover a mesma pilha.
A diferença aparece na divisão. Uma caçamba de 1,5 m³ leva 50% mais material por viagem que uma de 1,0 m³, o que corta idas e voltas na mesma pilha de grão ou de silagem.
No catálogo da Bruto Brasil, a BRT25 carrega 2.500 kg com caçamba de 1,5 m³ e 8.500 kg de peso operacional. O motor é um Deutz Weichai de 125 HP.
Na mesma faixa de 2.500 kg e com a mesma caçamba de 1,5 m³, a LC25 é a opção de entrada da marca, pensada para o primeiro equipamento da fazenda.
Na linha amarela a SDLG é forte no preço de entrada, e tem assistência técnica em muita cidade do interior, o que conta quando a máquina para no meio da safra. A LiuGong trabalha com um leque grande de configuração de caçamba no porte médio, e isso ajuda a casar a máquina com o tamanho do armazém.
A Bruto Brasil é nacional e disputa esse porte pelo preço final da máquina. Igualada a caçamba, o desempate sai do número e vai para prazo de entrega e mecânico perto da fazenda.
Acompanhar o preço do grão junto com a logística do armazém ajuda a bater o martelo na hora certa. Reunimos notícias do mercado de fertilizantes e grãos para esse produtor.
A segunda safra 2025/26 segue em colheita, e é a disponibilidade dela que o Farmnews aponta entre os fatores do recuo. O próximo fechamento do indicador do CEPEA diz se o recuo continua ou se foi só um ajuste de fim de setembro.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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