As entregas da Yara no Brasil somaram 1.842 mil toneladas no 3º trimestre de 2026, contra 1.910 mil toneladas no mesmo trimestre de 2025. Os dois volumes estão no relatório trimestral que a companhia divulgou em 22 de outubro de 2026.
São 68 mil toneladas a menos. A queda de 3,6% é cálculo sobre esses dois volumes, porque a Yara não publica o percentual do Brasil.
O dado vem do relatório trimestral da própria empresa e mede o volume físico de fertilizante e produtos relacionados que a Yara faturou a clientes no Brasil dentro do trimestre, em mil toneladas.
É volume da companhia, não do mercado brasileiro. A linha fica no segmento Americas, e quem entregou menos foi a Yara.
No acumulado de janeiro a setembro, as entregas da Yara no Brasil ficaram em 4.221 mil toneladas em 2026, contra 4.278 mil toneladas no mesmo período de 2025. São 57 mil toneladas a menos, queda de 1,3% na mesma base de cálculo, o que deixa o ano praticamente empatado.
A queda, portanto, está concentrada no 3º trimestre.
Americas entrega 2.759 mil toneladas, 5% menos que um ano antes
No segmento Americas, que reúne Estados Unidos, Canadá, Brasil e o resto da América Latina, as entregas totais foram de 2.759 mil toneladas no 3º trimestre de 2026, contra 2.900 mil toneladas no mesmo trimestre de 2025. A própria Yara arredonda o movimento para 5% menos.
O Brasil responde pela maior parcela desse total: 1.842 mil toneladas, contra 472 mil toneladas na América do Norte e 445 mil toneladas no restante da América Latina.
Entre as razões do resultado das Américas, a companhia aponta margem comercial menor no Brasil e entregas menores, além da manutenção programada na unidade de Belle Plaine, no Canadá, durante o verão.
Para o trimestre inteiro, o relatório registra que preços de gás mais altos e demanda adiada pesaram sobre as margens e as entregas. A empresa não isola uma causa só para o recuo brasileiro.
O gás que a Yara compra na Europa ficou bem mais caro no trimestre, segundo o relatório. E na posição de 16 de outubro de 2026 a empresa mantinha cortes de produção na Europa de 270 mil toneladas de amônia por trimestre.
Os números das entregas da Yara no Brasil no trimestre
Brasil, 3º trimestre de 2026: 1.842 mil toneladas, contra 1.910 mil toneladas no 3º trimestre de 2025 — 68 mil toneladas a menos, queda de 3,6%.
Brasil, janeiro a setembro de 2026: 4.221 mil toneladas, contra 4.278 mil toneladas no mesmo período de 2025 — 57 mil toneladas a menos, queda de 1,3% calculada sobre os dois volumes.
Segmento Americas, 3º trimestre de 2026: 2.759 mil toneladas, contra 2.900 mil toneladas no 3º trimestre de 2025 — 5% menos, no arredondamento da própria Yara.
Entregas globais, 3º trimestre de 2026: 7.839 mil toneladas, contra 8.173 mil toneladas no 3º trimestre de 2025 — 4% menos, no arredondamento da própria Yara.
Os quatro recortes não se misturam: a queda de 3,6% é só do Brasil, e nenhum percentual do segmento Americas ou do consolidado global se aplica ao país.
Yara: compra da safra 2027 foi lenta nos mercados de nitrogenados
Segundo o relatório trimestral da Yara, a compra para a temporada 2027 foi lenta em todos os principais mercados de nitrogenados no 3º trimestre, e uma parcela significativa da compra da temporada ainda está por ser feita. É leitura da própria companhia sobre o ritmo de compra, não um fato encerrado.
O pedido que foi empurrado pra frente não desaparece — e, se a compra se concentrar, ele chega em janela curta no pátio da revenda.
O insumo que chega por navio depende da profundidade da área de atracação para definir quanto cabe em cada embarque, como mostra a manutenção de profundidade feita num porto catarinense. Quando o embarque desce todo numa janela curta, o gargalo muda de lugar e vai para a descarga e a estocagem.
Granel concentrado em poucos dias cobra equipamento dimensionado para o pátio, não improviso. Na faixa de porte que a revenda de insumo costuma usar, a Komatsu tem robustez e rede de peças consolidada, a LiuGong trabalha com preço de entrada competitivo e a Bruto Brasil se posiciona como custo-benefício nacional em pequeno e médio porte.
No catálogo da Bruto Brasil, a BRT25 tem capacidade de carga de 2.500 kg.
Entre as três marcas, a escolha se resolve pelo porte do pátio e pelo volume que precisa sair da pilha por dia.
A janela de compra da safra 2027 continua aberta, e isso é posição de negociação para quem ainda não travou insumo. Com a janela ainda aberta, quem não travou insumo negocia prazo e desconto com mais espaço.
Se a compra se concentrar no fim do ano, o volume chega todo junto e o calendário de importação passa a pesar mais que a cotação do dia. A revenda de insumo tem agora a chance de puxar pedido e dimensionar pátio e equipamento antes da fila;
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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