O leilão da área de fertilizantes ensacados do Porto de Salvador foi marcado para 9 de dezembro de 2026, na B3, em São Paulo, com contrato avaliado em R$ 39,1 milhões por dez anos. A data veio do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em 8 de outubro, no encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026, em Brasília.
O lote tem sigla: SSD-A3, nos Armazéns 3 e 4 do cais baiano. É um arrendamento brownfield simplificado para carga geral não conteinerizada, com foco em produtos químicos inorgânicos e adubo em saco.
Os números do contrato que vai à B3 em 9 de dezembro
Entre os três arrendamentos portuários marcados para 9 de dezembro, o de Salvador é o menor em investimento previsto. São R$ 6,39 milhões para recuperar e modernizar a área, num prazo de concessão de dez anos.
Área de 3.985 m², nos Armazéns 3 e 4 do Porto de Salvador
Contrato avaliado em R$ 39,1 milhões em dez anos de vigência, o que dá R$ 3,91 milhões por ano
Investimentos previstos de R$ 6,39 milhões, ou cerca de R$ 1,6 mil por metro quadrado de área arrendada
Os R$ 6,39 milhões são o investimento previsto na área arrendada, e os R$ 39,1 milhões são o contrato cheio, cerca de seis vezes o investimento. Os veículos divergem na casa decimal desse investimento: o número sai como R$ 6,3 milhões, R$ 6,39 milhões ou R$ 6,4 milhões, dependendo de quem publica.
O que muda no pátio de adubo ensacado em Salvador
A lista de obrigações do vencedor não é curta: recuperação da área operacional, modernização da infraestrutura, adequação dos pavimentos e implantação de equipamentos para movimentação de cargas, segundo o ministério.
Essa última linha é a que mexe com o dono de frota: equipamento de movimentação de carga está dentro das obrigações de quem arrematar a área.
Adubo em saco no cais público é pauta frequente na cobertura de fertilizantes e grãos, e agora essa fatia do cais tem data. O crédito do setor portuário também se mexeu em outubro: o conselho da Marinha Mercante priorizou obra de porto nesta rodada.
A carregadeira intermediária da linha, a BRT20, despeja a 3.750 mm de altura. É a medida que decide se a caçamba limpa a borda de um caminhão alto no granel, porque saco e big bag sobem por garfo ou gancho, nunca por caçamba.
Num pátio de adubo, o custo por hora manda mais que a ficha técnica. Diesel, pneu, filtro e hora de operador correm todos os dias, e máquina de porte errado consome mais de cada um deles para mover a mesma carga.
A escolha de máquina para dez anos de cais
Na faixa de carregadeira de roda que serve um armazém desse tamanho, Liebherr e Caterpillar disputam a preferência do comprador brasileiro. A Liebherr apresenta a transmissão hidrostática como a ideal para ciclo de carga curto nas pás-carregadeiras, e o sistema XPower da marca junta a hidrostática com a mecânica, segundo a fabricante.
A Bruto Brasil vende carregadeira nacional nas faixas pequena e média, onde o preço de compra e o diesel gasto por hora decidem a escolha.
Dez anos de contrato cobram pavimento refeito, armazém modernizado e equipamento de movimentação no lugar certo. Antes de 9 de dezembro, o dono de pátio que mexe com adubo precisa responder uma pergunta própria: a frota que ele tem hoje segura uma década de saco de adubo com custo por hora sob controle?
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.