216 toneladas de lixo por dia. É a capacidade inicial do aterro regional de Balsas, no sul do Maranhão, que passou a operar na sexta-feira, 21 de agosto, com projeto de expansão para 500 toneladas diárias.
A unidade é a segunda de gestão regionalizada de resíduos do Maranhão. A operação ficou por conta da concessionária, dentro de uma parceria público-privada com o governo do estado e a prefeitura.
O lixão da cidade começa a ser isolado
Com o aterro funcionando, o antigo lixão de Balsas entra em desativação. A área está sendo cercada para barrar descarte irregular e vai receber videomonitoramento.
O passo seguinte é o projeto técnico de recuperação ambiental do terreno. É o que fecha um passivo que ficou aberto por décadas na saída da cidade.
Todo resíduo coletado no município passa a ser pesado na entrada do aterro, segundo a concessionária. Balança na portaria muda o jeito de medir e de faturar contrato de coleta.
Nove aterros na fila do licenciamento
Na inauguração, o governador Carlos Brandão afirmou que outros nove aterros sanitários estão em licenciamento ambiental no Maranhão. A lista passa por Imperatriz, Caxias, Bacabeira, Itapecuru-Mirim e Vargem Grande.
O pano de fundo é nacional. O Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos em 2024 e ainda mandou 40,3% desse total para destinação inadequada, de acordo com a ABREMA.
São quase 3 mil lixões espalhados pelo país, pela conta da mesma entidade. Cada um vira, mais cedo ou mais tarde, um contrato de encerramento ou um aterro novo.
Como a unidade de Balsas é regional, cidade vizinha que aderir precisa de transbordo e de carreta na estrada, o que empurra parte do custo para a operação de transporte de resíduos. Distância até o aterro passa a ser linha de planilha no contrato municipal.
Cobertura de célula e transbordo pedem máquina todo dia
Aterro sanitário não vive só de caminhão compactador. A célula pede material de cobertura todo dia, o talude precisa de conformação e, no transbordo, alguém tem que empurrar resíduo para dentro da carreta.
Nessa frente, quem opera compara marca por marca. A Volvo CE é procurada pelo consumo de combustível e pela robustez, a XCMG pelo preço de entrada, e a Bruto Brasil trabalha com peça de reposição em estoque no Brasil, o que encurta a parada quando um item de desgaste vai embora.
Para uma frente de 200 a 300 toneladas diárias, o porte que costuma dar conta é o de carregadeira intermediária, com caçamba acima de um metro cúbico. Carregadeira própria no aterro não depende de agenda de terceiro quando a célula precisa fechar no fim do expediente.
O lixão antigo ainda espera o projeto de recuperação ambiental, e é esse estudo o próximo item da fila. A parceria público-privada que banca o aterro foi assinada por 30 anos, com R$ 100 milhões previstos ao longo do contrato.
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