O Terminal Cais Oeste, em Paranaguá, tem capacidade de armazenagem estática de 100 mil toneladas de soja e milho. A instalação é da Rocha Terminais Portuários e Logística, que descarrega carreta por dois tombadores.
O terminal está operacional desde julho de 2026. São 5.800 metros quadrados de armazém e mais de 280 caminhões recebidos por dia.
Cais Oeste recebe mais de 280 caminhões por dia desde julho
Pelo terminal passam mais de 2 milhões de toneladas de grão por ano, vinte vezes o que cabe parado no armazém. Uma medida é o estoque que o prédio aguenta, a outra é o giro de doze meses.
Dois tombadores despejam a carreta inteira de uma vez. É o que sustenta o ritmo de recebimento: em safra cheia, fila de caminhão na porta do terminal é frete que atrasa e armazém que não enche.
A Rocha também tem um armazém de fertilizantes de 70 mil toneladas, ativo separado do terminal de grãos. É outro produto: granel abrasivo, que castiga equipamento de forma diferente do grão.
Grão e fertilizante são dois granéis que a empresa opera em ativos distintos. Cada fluxo cobra seu equipamento e seu cuidado de limpeza.
Os números do Cais Oeste e o que cada um mede
100 mil toneladas: capacidade de armazenagem estática de soja e milho no terminal.
Mais de 2 milhões de toneladas por ano: movimentação de grãos, o fluxo anual.
70 mil toneladas: armazém de fertilizantes, ativo separado do terminal de grãos.
Mais de 280 caminhões por dia: recebimento rodoviário, com dois tombadores.
R$ 300 milhões no Cais Oeste e R$ 700 milhões em dois anos de Paranaguá
O Cais Oeste levou R$ 300 milhões. Esse número não se confunde com os R$ 700 milhões que a Rocha aportou em Paranaguá nos últimos dois anos, um agregado de obras e ativos diferentes.
Dentro desse agregado estão os R$ 240 milhões de 2024 e os R$ 511 milhões de 2025. Os valores foram informados pela empresa e publicados em 23 de setembro pela Gazeta do Povo e pela Tribuna do Paraná, no mesmo dia e com o mesmo entrevistado.
A companhia movimentou 14,5 milhões de toneladas em 2025. A receita do ano foi de R$ 872,4 milhões, 15% acima de 2024.
Há ainda um plano de R$ 1 bilhão para os próximos anos, anunciado em entrevista à Exame nesta terça-feira (6). É projeção: a Rocha não fechou prazo nem detalhou o destino desse dinheiro.
A ambição de Santos aparece dentro desse plano maior, sem valor separado. A empresa não informou quanto do R$ 1 bilhão iria para lá.
Separar os valores muda o tamanho da obra: R$ 300 milhões são do Cais Oeste, e somar o agregado de dois anos infla o número. Outros terminais e operações de granel estão na cobertura de logística do Maquinados.
Armazém de granel e de fertilizante cobram caçamba, ciclo e desgaste
Armazém de granel sólido é terreno de carregadeira. Retomada de pilha, varrição de piso e alimentação de moega e correia são tarefas de ciclo curto, repetidas do começo ao fim do turno.
Grão pede piso limpo e pouca quebra no manuseio. Fertilizante pede borda de caçamba reforçada e lubrificação em dia, porque o produto ataca o metal.
Fertilizante aperta mais. O granel é abrasivo e come borda de caçamba, pino e bucha, o que coloca o dimensionamento da caçamba e o plano de desgaste na frente da potência bruta na hora de escolher.
Em terminal que roda dois turnos na safra, a máquina própria dilui o custo por hora mais rápido do que a diária de equipamento contratado. E o equipamento fica como bem da empresa, com financiamento via Finame dentro do investimento.
Na faixa de máquina que atende esse tipo de armazém, a Volvo CE é conhecida pelo consumo de combustível e pela robustez da transmissão. A Caterpillar tem a maior base de peça e assistência instalada no Brasil.
A SDLG trabalha preço de entrada com pós-venda já montado no país. A Bruto Brasil chega no fim dessa lista pelo custo-benefício nacional, com o BRT30 (3.000 kg e 1,8 m³) e o BRT35 (3.500 kg e 2,0 m³) na faixa de volume grande.
Porte equivalente existe na Volvo CE, na SDLG e na Caterpillar, cada uma com sua tabela de preço e seu custo de peça. Em armazém que gira 2 milhões de toneladas por ano, a conta que manda é a de hora-máquina.
A Rocha declarou que quer entrar no Porto de Santos em três a quatro anos. O modelo de entrada, pela própria empresa, ainda não está definido.
“A gente quer plantar e colocar a bandeira da Rocha lá”, disse Darlan Fábio De David, diretor-presidente da Rocha Terminais, à Exame. Intenção declarada, sem obra contratada nem prazo fechado.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.