Cerca de R$ 4 milhões: esse é o cheque que a JBS Terminais assinou por duas empilhadeiras elétricas de grande porte. O reforço vai para a operação de empilhadeira no porto de Itajaí, em Santa Catarina, no terminal de contêineres que a companhia opera.
O anúncio é de 16 de setembro. Com as duas novas máquinas, a frota do terminal sobe de 12 para 14 unidades em operação, segundo a JBS Terminais.
Cada uma movimenta cargas de até 45 toneladas e posiciona contêineres em pilhas de até cinco unidades de altura. São os dois números que o empresário de terminal e de armazém precisa ler juntos.
O que cinco alturas e 45 toneladas fazem no pátio
Empilhar em até cinco alturas é ganhar capacidade sem comprar terreno. O mesmo pedaço de pátio cercado passa a guardar mais contêiner, e isso muda o quanto o terminal aguenta antes de precisar de obra.
Na cabine, a diferença aparece na altura da lança. Colocar o quinto contêiner no topo da pilha exige alcance e estabilidade de equipamento de grande porte.
As 45 toneladas, por sua vez, colocam o contêiner cheio dentro do alcance da máquina. Equipamento que só ergue vazio resolve metade do problema do terminal.
No turno, o efeito aparece no relógio. Duas máquinas a mais no giro encurtam o intervalo entre o caminhão encostar no gate e o contêiner sair de cima da carreta.
Fila de caminhão é custo que o terminal não vê na planilha, mas o cliente paga. Cada hora de espera é motorista pago, diesel queimado em marcha lenta e entrega atrasada.
Com 14 máquinas no lugar de 12, o operador também ganha folga para tirar equipamento de circulação na manutenção sem travar o giro do pátio.
Elétricas, com energia recuperada na frenagem
As duas empilhadeiras são elétricas e recuperam energia na frenagem e no movimento da lança telescópica. Parte do que a máquina gasta para levantar e para parar volta ao sistema.
Em terminal de contêiner, o equipamento passa o turno inteiro no mesmo ciclo: sobe, gira, desce, freia. É aí que a recuperação de energia deixa de ser detalhe técnico e vira linha na fatura de luz.
Nem fabricante nem modelo das novas máquinas foram informados pela operadora. O que está público é o valor do par e o que ele entrega em capacidade.
Itajaí não está sozinho nisso. A disputa por capacidade de pátio vem puxando compra de equipamento em terminais e operações logísticas pelo país.
Na data do anúncio, as duas empilhadeiras ainda não estavam operando. A JBS Terminais informou que elas entrariam em serviço nos dias seguintes.
Desde que assumiu a operação, o operador informa ter aplicado cerca de R$ 240 milhões no terminal, entre modernização e retomada das atividades.
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