A Irani Papel e Embalagem comercializou 47.668 toneladas de embalagem de papelão ondulado entre julho e setembro, avanço de 11,5% sobre o mesmo trimestre de 2025. No mesmo período, o mercado brasileiro de papelão ondulado, o segmento de embalagem de papel em que a Irani atua, movimentou 1.117.335 toneladas e ficou praticamente parado, com queda de 0,1%.
Entre a fábrica e o setor, a diferença é de 11,6 pontos percentuais.
Os números estão no balanço do terceiro trimestre da companhia, divulgado em 30 de outubro. O dado do mercado é do setor de papelão ondulado, reproduzido na apresentação de resultados da Irani.
Volume subiu 11,5% e o preço de fábrica caiu
A tonelada a mais, porém, chegou mais barata. O preço médio do papelão ondulado da companhia ficou em R$ 6.120 por tonelada no trimestre, já descontados os impostos, 1,2% abaixo do praticado um ano antes.
Volume 11,5% para cima no trimestre, preço por tonelada 1,2% para baixo.
Pelo outro critério do setor o recuo é maior: o preço médio por mil metros quadrados ficou em R$ 3.063, queda de 2,9% frente ao terceiro trimestre de 2025.
Mesmo recebendo menos por tonelada, a receita líquida subiu para R$ 456,6 milhões, 5,3% acima dos R$ 433,5 milhões registrados no mesmo trimestre de 2025.
Papel vendido caiu e a produção chegou a 85,2 mil toneladas
O trimestre não foi bom em toda a linha de produtos da companhia.
A Irani vendeu 31.453 toneladas de papel, volume 5,2% inferior ao do mesmo período de 2025.
O papel para sacos ficou em 26.252 toneladas, recuo de 2,8%. Para a queda de 5,2% no segmento de papel, a companhia explica que destinou uma parcela maior da produção de papel rígido à fabricação interna de papelão ondulado.
Já o papel para a capa do papelão, matéria-prima do próprio papelão ondulado da Irani, caiu 15,4% na comparação anual e somou 5.201 toneladas.
A produção de papel, por outro lado, cresceu: 85,2 mil toneladas de papéis para embalagens sustentáveis, alta de 5,4%.
A Irani atribui o avanço à evolução do projeto de reforma da Máquina de Papel 05, o Projeto Gaia XI. Como o volume de vendas cresceu acima do mercado brasileiro, a participação da companhia subiu para 4,3%, segundo o balanço.
No mercado externo, as vendas somaram R$ 35,2 milhões, alta de 9,8%. O mercado interno respondeu por R$ 421,4 milhões, 5% acima do ano anterior.
Carregadeira que move o volume extra na linha
E quem move esse volume extra na ponta? Tonelada a mais não aparece sozinha na esteira: cada carreta que chega precisa de alguém para descarregar, empilhar o fardo e abastecer a linha.
Se o preço de fábrica já vinha mexendo com a margem de quem transforma madeira, vale acompanhar o levantamento sobre o preço de fábrica dos produtos de madeira antes de dimensionar o carregamento.
Na faixa intermediária robusta, que dá conta de pátio de toras, fardo de papelão e carga de cavaco, Komatsu, JCB e Bruto Brasil disputam o mesmo cliente no mercado brasileiro. Da Bruto Brasil, a BRT23 carrega de 2.200 a 2.300 kg; para as outras duas este texto não tem número equivalente em mão, e por isso não compara spec.
A Bruto Brasil se posiciona pelo custo-benefício nacional. Qual delas fecha melhor depende da conta de cada operação.
Carregadeira própria no pátio tem uma vantagem aritmética simples: quanto mais tonelada ela movimenta no mês, menor fica o custo de cada hora de operação. Com financiamento, a parcela ocupa a mesma linha do orçamento que o carregamento já consome hoje.
Cada tonelada a mais que entra na linha cobra hora de máquina, diesel e operador.
No balanço, a Irani atribuiu o desempenho do volume no trimestre à estratégia de ampliar as vendas.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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