A CSN comunicou em 30 de outubro um acordo de exclusividade de dez dias com a chinesa Huaxin Building Materials Group para negociar a venda da CSN Cimentos, num valor de empresa de R$ 12,7 bilhões.
O negócio não está fechado. A exclusividade é para negociar os documentos definitivos.
Um acordo de exclusividade trava a conversa entre as duas empresas pelo tempo combinado, e aqui são dez dias.
Para o dono de depósito, o que interessa é quem vai mandar na operação de cimento da CSN, o mesmo cimento da reportagem sobre a venda de cimento no balcão do depósito.
Sobre política comercial, preço de balcão e prazo de entrega, o comunicado não diz nada.
Nada disso muda o balcão agora. Mas o depósito que tem carregadeira no pátio descarrega o caminhão sem esperar terceiro quando a entrega chega atrasada.
Pelos números divulgados pela Exame e pela Yicai Global, a operação tem capacidade para 16,3 milhões de toneladas de cimento por ano.
A Exame escreve que a CSN Cimentos é a segunda maior cimenteira do país, com cerca de 18% do mercado.
Se o contrato sair e os reguladores aprovarem, quem passa a mandar nesse volume de cimento é um grupo chinês.
A conta da CSN Cimentos inclui a dívida
Os R$ 12,7 bilhões são o valor de empresa da operação. O número soma o preço do negócio e a dívida que o comprador herda.
Esse valor não é o dinheiro que cai no caixa da CSN. As fontes consultadas não informam quanto a companhia leva nem como fica a dívida depois.
O processo competitivo foi aberto em março de 2026, segundo o InfoMoney. Pela Exame, o consórcio da Votorantim Cimentos com a italiana Cementir tinha oferta próxima de R$ 11 bilhões.
Os quatro números do negócio
Valor de empresa: R$ 12,7 bilhões, com a dívida do negócio embutida
Prazo de exclusividade: dez dias contados de 30 de outubro
Capacidade: 16,3 milhões de toneladas de cimento por ano, segundo a Exame e a Yicai Global
Oferta rival: consórcio Votorantim Cimentos/Cementir, próxima de R$ 11 bilhões, segundo a Exame
Huaxin dispara 10% em Xangai
A ação da Huaxin fechou em alta de 10% em Xangai em 2 de novembro, a CNY 23,54, no limite diário da bolsa, segundo a Yicai Global.
Os papéis da companhia listados em Hong Kong também fecharam 10% acima, a HKD 16,24, segundo a Yicai Global.
A maior acionista da Huaxin é uma subsidiária da suíça Holcim, pelo relato da Yicai Global, com cerca de 42% do capital, segundo a Exame.
A Huaxin ainda depende dos reguladores
O prazo de dez dias conta da assinatura do acordo, em 30 de outubro, pelo comunicado da Huaxin em Xangai lido pela Yicai Global. A janela vence em torno de 9 de novembro.
Qualquer contrato ainda precisa da aprovação de reguladores chineses e brasileiros, informou a Yicai Global.
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