Quem pretende disputar a obra da segunda etapa do Parque 25 de Julho, em Pirabeiraba, tem pouco menos de três semanas para montar a proposta.
A Prefeitura de Joinville (SC) publicou o edital de licitação em 4 de novembro, e o calendário começou a correr no mesmo dia.
Segundo a prefeitura, a abertura das propostas está prevista para 23 de novembro, uma segunda-feira. No registro federal da contratação, no Portal Nacional de Contratações Públicas, essa mesma data aparece como encerramento do recebimento das propostas.
A modalidade é concorrência eletrônica, com a situação registrada no PNCP como divulgada e publicação em 4 de novembro, às 8h16. O processo é o 371/2026, e o objeto descrito ali é a execução de obras da segunda etapa do Parque 25 de Julho.
O edital tem valor estimado de cerca de R$ 20,5 milhões, segundo o release da prefeitura.
No PNCP, o campo de valor total estimado traz R$ 20.552.566,30, e o valor homologado está em branco — ainda não houve julgamento.
O dinheiro vem de convênio com o Governo de Santa Catarina, com contrapartida de R$ 552 mil da Prefeitura de Joinville.
As fontes consultadas não informam a justificativa formal da obra. O release descreve o parque, cita o convênio e para aí.
O estacionamento, a guarita e o pórtico
O edital inclui estacionamento, guarita, banheiros, parque para cães e pórtico na entrada, cinco frentes que pedem terraplanagem, base compactada e caminhão entrando e saindo com material do primeiro ao último dia.
E quem carrega a brita dessas frentes?
Cada caminhão que chega no canteiro precisa de máquina para descarregar, espalhar e alimentar o serviço, e aqui há mais de uma frente dentro do mesmo contrato de obra.
O prazo de execução da obra não aparece no release da prefeitura nem no registro do PNCP.
Para quem vai apertar a caneta na proposta, isso significa calcular a mobilização de equipamento sem saber por quantos meses a máquina fica presa ali.
A praça central inspirada em uma orquídea
Também estão previstos jardins e uma praça central com desenho inspirado em uma orquídea, segundo a prefeitura. Desenho curvo em praça é serviço de precisão: meio-fio assentado em raio, canteiro na cota certa e terra vegetal espalhada sem esmagar o greide.
O escopo soma mobiliário urbano, brinquedos infantis e espelho d'água.
Cada um desses itens chega paletizado ou em peça pesada, e tem que ser movido dentro do canteiro sem contratar hora de guindaste a cada entrega.
O release não dá número de mudas, espécies nem metragem de jardim, e nem ele nem o registro no PNCP detalham tipo de pavimento ou volume de terra a mover. Quem for disputar vai ter que ler o projeto anexo ao edital para fechar a conta do canteiro.
O parque para cães e o espelho d'água
Parque para cães e espelho d'água mudam a drenagem do projeto: o canil pede piso drenante e grama que aguente pisoteio, e o espelho d'água puxa escavação, impermeabilização e saída de água resolvida antes do primeiro caminhão de brita chegar.
Nesse tipo de frente, a carregadeira intermediária é a máquina que mais roda no dia. A BRT20, da Bruto Brasil, trabalha com caçamba de 1,0 m³, porte que atende obra de parque e loja de material de construção sem sobrar peso em canteiro apertado.
Na mesma faixa de porte, a decisão passa pela JCB, pela New Holland Construction e pela Bruto Brasil. Cada marca chega com preço de aquisição, prazo de peça e oficina mais perto diferentes, e é isso que a empreiteira compara antes de assinar.
No fim, a escolha sai da planilha do canteiro: a distância da oficina mais perto, o preço de aquisição e o quanto a empreiteira já tem de peça e de operador treinado na garagem.
Duas frentes fora do perímetro do parque
O edital prevê ainda um novo estacionamento para a Escola Agrícola Municipal Carlos Heins Funke, obra fora do perímetro do parque, o que obriga deslocar equipamento entre duas frentes sem parar nenhuma das duas.
Mover equipamento entre frentes custa hora de carreta e hora de espera, e isso entra na planilha de quem está montando a proposta.
Com máquina própria, esse deslocamento vira custo de combustível e de operador, sem diária de terceiro no meio.
Entra no pacote também a reforma da Unidade de Desenvolvimento Rural, com novas salas para as equipes que atuam no local. Reforma de prédio em funcionamento é serviço de retirada de entulho, carga de material e manobra em espaço curto.
Terminada a obra, a carregadeira comprada para ela continua como bem da empresa, com valor de revenda no mercado de usados. Quem alugou fecha o contrato com um bloco de diárias pagas e nenhuma máquina no pátio.
Se a obra sair como o edital descreve, o canteiro repete o roteiro de uma obra de parque no Rio, o Recanto do Trovador, onde o volume de serviço de paisagismo manda no cronograma. A sequência é a mesma: terra, base, piso, muda e mobiliário.
No PNCP, o campo de valor homologado do processo 371/2026 segue em branco. Só o julgamento das propostas preenche esse número.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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